O Reino Encantado de Camelot


O mistério da ilha de Páscoa, o enigma das suas imponentes estátuas e principalmente de quem e como as teriam feito e colocado ali, aos pés do vulcão Rano Raraku; das pistas do Tibete onde as marcas no solo confundem os neurónios de peritos curiosos e iluminados, que por mais estudos que façam não conseguem respostas conclusivas ou satisfatórias; das confusões e certezas de milhares de pessoas em todo o mundo que afirmam a pés juntos ter visto nos céus OVNIS (objectos voadores não identificados) que as deixaram geladas, imóveis e mudas, são temas sempre actuais.

Alguns doutos e menos doutos na matéria pensam que Sintra é uma base desses objectos rapidíssimos, luminosos, que cortam o horizonte num abrir e fechar de olhos. Talvez tenham razão, digo eu, que da janela do meu quarto sou uma privilegiada observadora, do espaço, das noites de veludo e brilhantes, e dos movimentos naturais ou configurados involuntariamente pela minha imaginação. Às vezes há bailados magnetizantes que me deixam confusa.

Confesso que estes temas me acicatam frequentemente os pensamentos e sempre que surge um novo fico envolvida por ele. Mas não é só a evolução da actualidade que me fascina, os factos do passado continuam a surpreender-me. Quando em 1976 a Viking I , ao fotografar Marte, numa região denominada Cydonia, fixou uns invulgares relevos que imitavam na perfeição um gigantesco rosto humano, o mundo agitou-se e eu, claro, nem falar. Foi um desassossego

Mistério dos mistérios! Na altura a NASA não soube explicar e a sonda Observador, que tinha sido enviada em missão diplomática ao Planeta Vermelho, quedou-se pelo silêncio e até cortou o cordão umbilical que a ligava à Terra. E, enquanto não se soube mais soube o assunto a minha imaginação fervilhou.

Na actualidade, ando numa verdadeira girândola de dúvidas relacionadas com o Planeta Terra e as suas confusas alterações que me levam a sentir que viver na Terra é um milagre! É tudo tão perfeito, tão perfeito, que basta deixar de o ser um bocadinho para…e saber?

Mas, verdadeiramente o que me mais fascina e encanta, o que povoou e povoa longas meditações, o que imagino e saboreio com dúvidas e prazer (há anos) é o tema do Reino Encantado de Camelot . Hoje como ontem! As mesmas dúvidas e o mesmo deleite. Penso que o rei Artur, sábio e justo, coroado aos 15 anos (mesmo lenda), ao unificar a Inglaterra, ao criar a Távola Redonda,onde unia em sessões especiais 150 nobres Cavaleiros (podendo sentar 1.600), em espaço de verdadeira irmandade, igualdade, e regendo-se por um espartano código de conduta, foi um verdadeiro democrata do seu tempo.

A Excalibur, espada mística, de poderes mágicos, que se diz ter sido enterrada numa pedra pelo pai de Artur antes de morrer é um elemento fascinante, embora particularmente goste bem mais da ideia de Excalibur ter sido atirada para o lago de Avalon e depois ter sido devolvida a Artur pela Dama do Lago. Quando ela ergue o braço e rompe das profundezas com a espada na mão é uma visualização poderosa.

Avalon é a ilha sagrada cheia de mistérios, magias, fadas, feiticeiras onde Artur, ferido, foi curado pela belíssima e maléfica Morgana, sua meia-irmã. Pensa-se que na batalha final contra Lancelot -o seu melhor amigo, forte e corajoso mas que não resistiu à beleza da sua rainha-, Artur foi ferido violentamente e levado para Avalon onde acabou por falecer.

Diz-se, também, que nas escarpas da Cornualha foi edificado o castelo do rei. Ficava a 180 metros de altura e, aí, surgiu o paradisíaco reino de Camelot, belíssimo, calmo, onde Artur, Guinevere (a rainha) viveram juntos 12 anos felizes. Lancelot (o cavaleiro que conquistou o coração de Guinevere), Merlin (o mago com muitos poderes e muitos segredos ) entre outros personagens, deambularam por terras encantadas neste universo imaginário e eterno.

E, nesse mundo encantado, dizem ainda hoje ecoar pelas costas bravias da Cornualha, uma voz forte que diz:”Consolai-vos. Ficai seguros que voltarei quando a terra da Bretanha precisar de mim”.

Simplesmente encantador. Apaixonante. Sempre. O Reino Encantado de Camelot continua a viver comigo e, apesar dos anos, vou sempre descobrindo aqui e ali, pozinhos novos que conseguem avivar o brilho da imaginação.

E, curioso, quando apanho na Portela de Sintra a camioneta para Mafra, antes de chegar a Ondrinhas, do lado esquerdo, fica um monte cheio de meníares e árvores diferentes, com raios de luz projectando-se nas rochas redondas, brilhantes, onde se sentam damas de cabelos longos, entrelaçados com flores, por onde cavaleiros de armaduras de couro e prata, cavalgam a trote. E, há dias, quando os fixo melhor, que os vejo saudarem-me…

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