Archive for Junho, 2008

AS FÉRIAS DE SIR BILL


Não é uma certeza é, apenas, uma probabilidade: Bill e Melinda, talvez estejam neste momento a prepararem-se para o jantar (diferença horária de seis horas. Em Portugal 23.50) numa zona deslumbrante das Caraíbas, gozando o primeiro dia de férias do reformado mais rico do planeta. Bill, foi, durante anos (1995 a 2007), o homem mais rico do mundo. Presentemente, ocupa o terceiro lugar. Começou por perder o título para o mexicano Carlos Slim, empresário e magnata das telecomunicações e este, por sua vez, seria vencido pelo investigador norte-americano Warren Buffet, com uma fortuna avaliada em 62 bilhões de dólares.

Deve ser saborosa esta libertação do homem cinquentão, nasceu em Outubro de 1955, que na vida sempre trabalhou e até se deu ao luxo de trazer o mundo a milhões de pessoas, através de janelas recheadas de informação. O seu maior sonho sempre foi que em cada casa e em cada posto de trabalho existisse um computador pessoal equipado com o seu sistema operativo e os seus recursos multimédia. As inovações tecnológicas que a sua equipa tem vindo a apresentar, têm contribuído significativamente para a transmissão global da informação, democratizando o acesso à cultura e ao conhecimento.

Para trás ficou um percurso impressionante (estudou no Colégio de Lakeside e na Universidade de Harvard), de um jovem que um dia (1968), pela primeira vez, tomou contacto com computadores. Conhece Paul Allen, com quem começou a escrever programas informáticos para venda a empresas e administrações públicas Desde 1993 que Bill Gates, através da Microsoft, apostou em conteúdos multimédia, com grande relevância para os de cariz educativo, estabelecendo inúmeros protocolos com escolas e universidades. A partir daí foram anos gloriosos de descobertas e concretizações. Trabalho feito, consciência tranquila (descobriu a sua missão na vida), Sir William Henry Gates (nomeado cavaleiro por Isabel II, de Inglaterra) e a sua mulher, Melinda French Gates -conheceram-se num encontro com a imprensa de Manhattan (Nova Iorque), casaram-se no Hawai, a 1 de Janeiro de 1994. Têm dois filhos: Jennifer Catherine e Rory John Gates.


Apesar do casal ter tido sempre muito dinheiro, nunca deixou de ajudar. Gastou já uma parte substancial da sua fortuna, um terço, em causas humanitárias, acompanhando pessoalmente muitas das acções que subsidiam, financiando a melhoria dos cuidados de saúde em África e a educação nos Estados Unidos. O projecto futuro é dedicar-se, por inteiro, à Fundação Bill & Melinda.


Na hora do adeus de B.Gates, lembro um caso passado com o reitor de uma Universidade do Sul da Califórnia que enviou um email para a Microsoft, convidando Bill Gates a fazer um discurso no dia de formatura, incentivando os formandos no início de suas carreiras e, para sua (enorme) surpresa, Bill Gates aceitou! Esperava-se que ele fizesse um discurso longo, de mais de uma hora, afinal ele era o dono da Microsoft e possuía, na altura, a maior fortuna pessoal do mundo! Mas, Bill, para admiração geral, foi extremamente lacónico, falou (apenas) durante cinco minutos, subiu para o seu helicóptero e foi-se embora…

Conheça as 11 regras que ele compartilhou com os formandos naquela ocasião:

-Vocês formaram-se e, portanto, vão deixar os bancos escolares para enfrentarem a vida lá fora. Não a vida que vocês querem, não a vida que vocês sonharam ter mas, sim, a vida como ela é. Estão a deixar um mundo educacional que está a perverter o conceito da educação, adoptando um esquema que visa proporcionar uma vida fácil para a nova geração. Essa política educacional leva as pessoas a falharem nas suas vidas pessoais e profissionais mais tarde. Vou compartilhar com vocês onze regras que não se aprendem nas escolas:

*A vida não é fácil. Habitua-te a isto.

*O mundo não está preocupado com a tua auto-estima. O mundo espera que faças alguma coisa de útil por ele antes de aceitá-lo.

*Não vais ganhar vinte mil dólares por mês assim que saíres da faculdade. Não serás vice-presidente de uma grande empresa, com carro e um telefone à tua disposição, antes de teres conseguido comprar o teu próprio carro e o teu próprio telefone.

*Se achares que o teu pai ou o teu professor são rudes, espera até teres um chefe. Ele não terá pena de ti.

*Vender jornais velhos ou trabalhar durante as férias não te diminui socialmente. Os teus avós tinham uma palavra diferente para isso: chamavam-lhe oportunidade

*Se fracassares não aches que a culpa é dos teus pais. Não lamentes os teus erros, aprende com eles.

*Antes de nasceres os teus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar as tuas contas, lavar as tuas roupas e ouvir-te dizer que eles são ridículos. Então, antes de salvares o planeta para a próxima geração, querendo corrigir os erros da geração dos teus pais, tenta arrumar o teu próprio quarto.

* A tua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar as notas e eliminar a distinção entre vencedores e vencidos, mas a vida não é assim. Nas escolas podes repetir o ano e ter várias hipóteses para acertares. Isto não se parece absolutamente nada com a vida real. Se pisares o risco, serás despedido… Rua! Faz tudo certo logo à primeira vez.

*A vida não é dividida em semestres. Não terás sempre férias de Verão e é pouco provável que outros empregados te ajudem a cumprir as tuas tarefas, no fim de cada período.

* O que vês na televisão não é a vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o bar ou a discoteca e ir trabalhar.

*Sê simpático para com todos os teus colegas mesmo aqueles que te pareçam medíocres. Existe uma grande probabilidade de vires a trabalhar para um deles.

Todos os telemóveis como sistema operativo Windows Mobile vão passar a usar tecnologia portuguesa. No dia em que Bill Gates abandona a empresa que fundou em 1976, a Microsoft anunciou a sua primeira aquisição em Portugal, a multinacional
americana iniciou o processo de compra da portuguesa Mobicomp.

(Correio da Manhã)

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UM FILÓSOFO NA GUERRA


Catarina, de olhos molhados, leu e releu as palavras ditadas pela saudade e sentiu uma força poderosa e invulgar nascer na mescla do seu medo e da sua esperança. Mais do que nunca sentia-se disposta a descobrir a verdade, fosse ela qual fosse. Saudosa e determinada, tentou tudo (até os caminhos não oficiais), que a levaram ao outro lado da guerra.

Decidida, disposta a usar toda a sua capacidade de pensar e de agir, tentou tudo para conseguir encontrar o capitão desaparecido. Usou os seus múltiplos conhecimentos e foi assim que chegou a um conselheiro de um dos três Movimentos de Angola. Vivia em Luanda (quando não estava na base) num prédio bastante próximo do seu. Mera casualidade.


Por intermédio de uma amiga conseguiu que ele a recebesse e foi pessoalmente que a jornalista lhe pediu ajuda no caso dos militares desaparecidos. Chegou mesmo a contar-lhe a situação pessoal com o capitão Fernandes, facto que comoveu o Dr. Alberto, um excelente homem, doutorado na Suíça, que viria mais tarde a ter um fim trágico, apesar de ter dedicado a vida a lutar pelo ideal angolano. Alberto, garantiu-lhe que não havia militares capturados na base. Analisado o local do ataque e a localização da base, a distância era imensa.


– Tudo pode ter acontecido, mas não é fácil entender. Vamos continuar a indagar, apesar da dificuldade da situação.


– Porque me ajuda? -Perguntou Catarina. Alberto olhou-a serenamente e disse:


-Acredito que o amanhã da paz chegará. Respeito o inimigo, o que não quer dizer que pactue com ele. Os homens que hoje se matam ainda, um dia, se entenderão pelo diálogo, pela via diplomática, por acordos e eleições. Angola será livre e escolherá o seu caminho. Eu sou contra a violência, mas neste momento é necessária. É um paradoxo, mas para se conquistar a paz tem de se passar pela guerra.


Lamento cada morto, seja de que lado for. Há que lhes dignificar a memória, e honrar o sangue derramado. Eles serão, no futuro, os guias para o caminho da concórdia que conduzirão os herdeiros à terra nova, prometida, e reclamarão o direito à Justiça. Morreram por uma causa, mas não vão deixar de pertencer às nossas fileiras só porque não estão visíveis a nosso lado. Eles são os guardiões do futuro, e ninguém está acima desta Lei, seja soldado ou general. Demore o tempo que demorar. A Angola dos homens livres reinará e, um por um, dos traidores, dos que asfixiarem a Paz, responderá no Tribunal da Vida. Os que sucumbiram no campo de batalha não morreram impunemente. Morreram para libertar um Povo. É uma das atitudes mais dignas do homem: libertar a Liberdade.


– Não é lógico este encontro, este diálogo, disse Catarina. Sou uma “inimiga”, já que não estou do seu lado. Estou no campo contrário.


-Analisando os dados, é um encontro viciado. Tem razão. Pode até não ser aceitável e mesmo reprovável aos olhos dos meus superiores, mas eu vejo a guerra por um prisma diferente e, nem por isso, deixa de ser patriótico. Também sei que esta minha tolerância ditará, um dia o meu fim, mas não vou mudar por isso. O processo seguirá o seu curso normal. As atrocidades em nome da vitória não têm consistência e mesmo que demore décadas, chegará o “tal” dia do diálogo, do acordo, da vivência pacífica. O sangue já encharcou demais a terra angolana. Abra-se o caminho da Paz e deixem reflorescer este país, que carrega nos ombros a sua imensa riqueza e, simultaneamente, a sua chocante pobreza.


-Você está do lado contrário por circunstâncias da vida, mas não se pode matar todos os que não são dos nossos! A vitória alicerçada em carnificinas, não é vitória, é banditismo. Eu quero uma Angola civilizada onde as lutas tribais sejam ultrapassadas e, juntos, se escolha a Paz.


-Acha possível os partidos coabitarem?


-É futuro! Só esses tempos dirão dos rumos da História -estamos em 1975-, mas é necessária uma coabitação justa, livre e democrática para a felicidade de um povo. Que ela se faça com sabedoria e compaixão.


Catarina, saiu com a promessa de Alberto de que o que fosse possível fazer para saber do capitão, seria feito. Desceu a Mutamba e passou pela capela de Nossa Senhora da Muxima. Precisava do silêncio de uma igreja para coordenar ideias. Alberto pareceu-lhe mais filósofo do que guerreiro, e falava com a sabedoria dos esclarecidos. Abatida, mas simultaneamente movida por uma força interna, Catarina, recolhida na sua forma de falar com Deus, pediu-LHE ajuda e orientação. Sentia-se perdida e confusa. Flutuava nos dias, não vivia. Perdia-se em suposições sucessivas e, por isso, desesperava. …


O PEQUENO PRÍNCIPE

Menino pequeno, perdido no mundo
sozinho e cercado de imagem e ilusão,
vagueando, vagueando sem número e data,
descobre a verdade no meio do chão.

Descobre na terra, de olhos para o céu,
pequeno menino perdido e sozinho,
reinados de estrelas, de sóis e de flores,
poemas deixados na cruz do caminho.

Menino pequeno, sozinho encontrou
prazer escondido de olhar e sonhar
viver e cantar, beijar e reinar,
deitar e chorar, num berço de ar.

Menino tão só, perdido e pequeno
que veio do céu, que acaba no mar,
com um sopro retira, do chão, essa gente
e ensina que é fácil ter asa e voar.

Menino sozinho, no mundo perdido
Menino perdido, pequeno e querido.

(Antoine de Saint-Exupéry)


HÁ QUE SALVAR O MUNDO!


A recordação da tragédia que se abateu sobre a Indonésia, há quatro anos, ainda hoje invade as imagens dos nossos pesadelos. A beleza paradisíaca do local e a consequente destruição deixou o Mundo em estado de choque, sentindo-se impotente para entender, aceitar e ajudar. O tremendo terramoto (o mais longo da história, durou 600 segundos) de 9.3 graus de magnitude (o mais forte registado em 40 anos), na escala de Richter, ocorrido no Oceano Índico, no norte de Sumatra, em 26 Dezembro de 2004 (causou mais de 300 mil mortos – 3 mil eram turistas e a maior parte estava na praia de Khao Lak), foi um dos piores desastres naturais da história, principalmente devido ao desencadeamento da gigantesca onda (o terramoto ocorreu a 9 mil metros de profundidade) e atingiu onze países banhados pelo Índico. Os cientistas dizem que Globalmente, este terramoto foi suficiente forte para fazer vibrar todo o Planeta em um centímetro. Quer dizer: todos os países foram afectados, apesar das ocorrências se terem verificado nas profundidades marítimas. Abriram-se fendas, inclinaram-se plataformas, deslocaram-se placas, foram criadas falhas no leito submarino. A energia libertada foi destruidora.


A grande maioria das vítimas encontrava-se na província indonésia de Ache, a mais próxima do epicentro. O maremoto, com ondas de 12 metros de altura que em seis horas percorreram 6500 quilómetros de distância lançou o terror e a morte em 12 países do sul da Ásia, da Oceânia e da costa oriental de África (Somália, Quénia). Todavia, as nações mais afectadas foram, sem dúvida, Indonésia, Sri Lanka, Índia e Tailândia.


Recordar este acontecimento -aviva emoções dolorosas-, ocorrido numa zona que, frequentemente, sofre destes poderosos impactos da Natureza, mostra por um lado a fragilidade humana; e, por outro, aviva a ideia de que somos sementes neste globo azul e transparente que estamos diariamente a agredir. Passaram-se quase quatro anos mas todos retêm as imagens do dramatismo ocorrido. Para além delas lembro uma entrevista que foi feita, creio que no segundo ou terceiro dia, após a catástrofe, a um líder de uma pobre e pequeníssima aldeia onde, milagrosamente, todos se salvaram (adoraria ter a transcrição desse diálogo que achei fascinante). Lamento não ter hoje as palavras certas proferidas pelo homem muito idoso e muito sábio. Mais ou menos penso que foi assim:


-…Quando vimos o mar recuar, sabíamos que ele estava a ganhar balanço para vir, em força, entrar na guerra que sempre teve com a terra e com as árvores. Ele vinha, uma vez mais, reclamar os seus direitos e marcar o seu território. É uma guerra que não é nossa. É dele e das árvores. Tínhamos de deixar o espaço livre para eles se entenderem. Sabemos isto porque aprendemos com os nossos antepassados os comportamentos do mar e, de geração, em geração, passamos os legados da nossa herança. Assim, deixamos o campo onde se iriam passar coisas terríveis e subimos o mais alto que nos foi possível. E só saímos quando eles tinham resolvido o problema. O mar e as árvores. Não morreu ninguém. Os nossos antepassados ensinaram-nos a entender, respeitar e a sobreviver a estas forças poderosas. Não era nada connosco. Só nos restava esperar. Nada do que pudéssemos fazer iria impedir a invasão do mar.

Ainda hoje me fascinam estas palavras. Elas são de uma simplicidade e de uma sabedoria tocante. A verdade é que apesar de tudo ter ficado destruído à sua volta, aquela aldeia sobreviveu! Passaram-se anos e o Globo, quer fustigado por violentíssimas alterações climáticas ou por agressões do homem, começa a ser um sítio perigoso para se viver. Os peixes morrem nos mares, nos rios. Em cada quilómetro quadrado dos oceanos milhões de toneladas de plástico (levam entre 100 e 400 anos a decompor-se) poluem e matam. O aquecimento global é uma ameaça em constante progressão. Entre muitas e muitas coisas a necessitarem de ser feitas, para minimizar os riscos os EUA têm de diminuir, até 2050, as emissões de gases de efeito de estufa até 90% e a Europa reduzir para metade. Pela primeira vez os EUA adiantaram, diria timidamente dado o que poluem, para 2025, uma redução dos gases. É pouco mas, dado que não ratificaram o Protocolo de Quioto, já é um começo.


Mil milhões de pessoas estão ameaçadas com a subida do nível das águas; no Árctico o gelo marinho atingiu o mínimo histórico em 2007; até 2050 as populações dos ursos polares, devido ao degelo, deverá sofrer uma quebra entre 66%; o degelo da calote polar do Árctico (está a diminuir desde 1978), em poucas décadas, pode ameaçar zonas da Europa (Portugal incluído); o desaparecimento das florestas, os resíduos nucleares, a contaminação das linhas de água, é ameaça. O aumento das emissões de dióxido de carbono, também o é. Desertificações, migrações e fome, já são uma realidade. O clima, em constantes alterações, aumentará as catástrofes naturais: cheias, secas, tornados, furacões, terramotos.


Diz quem sabe que, actualmente, há 50 pessoas capazes de salvar o Planeta. È o tempo certo para agirem com o seu saber e, nós, os leigos, na procura de conhecimentos para, diariamente, os pormos em prática. Unamos esforços em todos os cantos do mundo, façamos o que nos compete nesta luta desigual mas necessária, para salvar a única casa que abriga a Humanidade.

Necessitei de avistar a Terra a partir do espaço, em toda a sua beleza e fragilidade, para compreender que a tarefa mais urgente é estimar e preservar o planeta para as gerações futuras
Sigmund Jahn
(astronauta alemão)

UMA LISTA PARA OS PORTUGUESES ESPALHADOS PELO MUNDO

* Apaixonar-se
* Rir tanto até que as faces doam.
* Um chuveiro quente num Inverno frio.
* Um supermercado sem filas nas caixas.
* Um olhar especial.
* Receber correio (pode ser electrónico)
* Conduzir numa estrada linda.
* Ouvir a nossa música preferida no rádio.
* Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.
* Toalhas quentes acabadas de serem engomadas…
* Encontrar a blusa que se quer em saldo a metade do preço.
* Batido de chocolate (baunilha ou morango).
* Uma chamada de longa distância.
* Um banho de espuma.
*Rir baixinho.
* Uma boa conversa.
* A praia.
* Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno.
*Rir-se de si mesmo.
*Chamadas à meia-noite que duram horas.
* Correr entre os jactos de água de um aspersor.
* Rir por nenhuma razão especial.
* Alguém que te diz que és o máximo.
* Rir de uma anedota que vem à memória.
* Amigos.
* Ouvir, acidentalmente, dizer bem de nós.
* Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.
* O primeiro beijo.
* Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos
* Brincar com um cachorrinho.
* Haver alguém a mexer-te no cabelo.
* Belos sonhos.
* Chocolate quente.
* Fazer-se à estrada com os amigos.
* Balancear-se num balouço.
*Embrulhar presentes sob a árvore de Natal comendo chocolates e
bebendo a bebida favorita.
* Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos estúpidos.
* Ir a um bom concerto.
* Trocar um olhar com um belo(a) desconhecido(a)
* Ganhar um jogo renhido.
* Fazer bolachas de chocolate.
* Receber de amigos biscoitos feitos em casa.
* Passar tempo com amigos íntimos.
* Ver o sorriso e ouvir as gargalhadas dos amigos.
*Andar de mão dada com quem gostamos.
* Encontrar por acaso um velho amigo e ver que algumas coisas ( boas ou más) nunca mudam.
* Patinar sem cair.
* Observar o contentamento de alguém que está a abrir um presente que lhe ofereceste.
* Ver o nascer do Sol.
* Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer o novo dia.

E…

* Ver o arco-irís num céu cinzento.

*Escutar numa noite de Outono o cair manso da chuva em cima de uma folha da árvore da borracha.

* Sentir o frio da água quando entramos no mar.

*Olhar as gotas de chuva a deslizarem pela vidraça.

* Poder fechar olhos e viajar pelos caminhos das recordações ou dos desejos ainda por concretizar.

* Escutar a nossa canção no silêncio da saudade.

* O cheiro da café quente e das torradas douradas e fofinhas.

*Andar descalça sobre a relva fresca e húmida.

*Rir ao vento e abrir os braços às brisas.

* O cheiro do mar.

* Os encontros inesperados

* Uma sopa quente num dia de Inverno agreste.

* O saber, querer e poder ajudar quem precisa e fixar o sorriso esboçando a alegria do reconhecimento.

* Um duche no Verão, num dia (sufocante) de uma onda de calor.

* Olhar a imensidão do mar, sentada numa rocha alta.

* Comer um cachorro quente, com todos os acompanhamentos a que temos direito.

* Uma vez por ano comer Bombocas e beber uma Coca gelada, vendo o programa de Televisão favorito.

* Estar em Punta Cana e ouvir a voz do Josecito, cantando nos luares caribenhos.

* Comer manga, maracujá, papaia, fruta-pão, caju e ficar lambuzada e feliz.

* Rir, sentindo o coração palpitante.

* Ver os raios de luz passar pelas folhas das árvores e encontrarem-se com as águas cantantes de um rio pequeno, límpido e lindo.

* Escutar Jorge Afonso nas madrugadas da Antena Um e, aí, ouvir o grupo Nenes.

»»»

Recebi a primeira parte não sei de quem mas agradeço, e querendo retribuir escrevi algumas outras sugestões. Seria bom se a lista continuasse e cada um acrescentasse um pouco mais, até que um dia, sabe-se lá quando, pudesse ser tão vasta e tão magnífica que espalhasse um sentimento de felicidade por todos os portugueses espalhados pelo mundo. E, talvez, através dela, se pudessem fazer amigos.

Amigos, são anjos que nos levantam pelos pés quando as nossas asas não se conseguem lembrar como se voa.