SIM, ELES PODEM!

Foto: Sapo/Windows

Juntos, eleitores e candidatos, fizeram na América, no do dia 4 de Novembro de 2008, História. Democraticamente souberam escolher a equipa vencedora: Barack Obama e Joe Biden. Após umas eleições galvanizantes onde o novo Presidente dos EUA (tomará posse a 20 de Janeiro), nas primárias, partiu de uma base tímida –Hillary Clinton foi, desde o início, a grande preferida. Mas, inesperadamente, ao longo do tempo, de comício em comício, o talento, a paixão, o carisma de Obama que o transformou num excelente orador, conquistou multidões onde não faltaram os jovens (habitualmente de costas voltadas para a política) e abriu novas perspectivas, espalhando um valioso capital de esperança.

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Ontem, na América, viveu-se intensamente um dia de mudança que culminou no Grant Park (Chicago) onde se juntaram 125 mil pessoas frente-a-frente: eleitores e eleito. Houve de tudo, festa, emoção e gratidão mútua. Tudo o que aconteceu foi por vossa causa, disse Barack, no seu memorável discurso de vitória (verdadeira arte política), olhando a multidão e fazendo chegar mais tarde -via Net- a casa de cada um dos voluntários, que de uma ou de outra forma colaboraram na sua eleição, o agradecimento pelo contributo, tempo e dedicação dados à campanha.

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O mundo acordou mais leve. Obama vai enfrentar um país revitalizado, apesar de quase dividido já que McCain conquistou, penso, 20 Estados. Há que ser muito hábil para começar a solucionar, a nível interno e externo, os vários problemas urgentes que necessitam de resolução. Há muito para fazer numa época de várias crises. Barack sabe disso. A América tem fortalecer as relações com a Europa e, tal como disse o Presidente eleito, a América e o mundo têm de viver destinos partilhados. É de notar como Hugo Chávez (Presidente da Venezuela), reagiu perante a eleição de Obama: esqueceu as más (péssimas) relações com a Administração Bush! Além de felicitar o Presidente eleito, disse que queria estabelecer novas relações com os Estados Unidos. Os governos da Rússia, Iraque, Paquistão, Japão, China, Egipto, Quénia (o orgulho do país), até agora (12:00) já manifestaram esperança na mudança da nova Administração americana.

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McCain não foi tocado pela estrela da sorte nesta campanha, quer com o apoio de Dick Cheney, quer com (creio) a imposição de escolha da governadora do Alasca, Sarah Palin, que se relevou inábil e impreparada o que não quer dizer que o Partido Republicano não vá tentar fazer dela uma estrela cintilante para o futuro (já se diz que será candidata presidencial em 2012). Confesso que gostei do discurso de derrota do Senador do Arizona. Foi elegante e muito digno. E, até a Governadora Palin, ao discursar (pedindo desculpa pelos votos que tirou a McCain), desta vez, fê-lo bem!

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A América está no tempo certo para pensar e agir pondo em prática as estratégias necessárias e eficazes neste tempo de mudanças. A convicção, a persistência, revelaram que num mundo tumultuoso, por vezes à deriva, os eleitores foram capazes de saber escolher o candidato que pode fazer a diferença. Ele pode! Eles podem! Vocês puderam!

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Os teus olhos devem olhar em frente, para que a tua vista preceda os teus passos.
(Salomão)

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