Archive for Fevereiro, 2009

DEIXE A FELICIDADE INUNDAR OS SEUS DIAS


Não estrague o seu dia A sua irritação não solucionará problema algum. As contrariedades não alterarão a natureza das coisas. Os desapontamentos não irão fazer o trabalho que só o tempo o conseguirá realizar. O mau humor não modificará -nunca- a sua vida. A dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus. A sua tristeza não iluminará os caminhos. O desânimo não edificará a ninguém. As lágrimas não substituirão o suor que deve verter em benefício da sua própria felicidade. As suas reclamações, mesmo que afectivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por si. Não estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem. (Texto: Optimismo em rede)

Clique, que tal a surpresa?
http://www.youtube.com/watch?v=nzv9R5kFnLk



A felicidade é benéfica para o corpo, mas é a tristeza que desenvolve os poderes da mente
(Maurice Proust)
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A CAPACIDADE DE SEREM OS MELHORES

Ao longo da minha existência tenho-me enganado muitas vezes e, com o passar dos anos, quando naturalmente se adquire na Universidade da Vida o conhecimento inerente ao desfilar das décadas, sinto que as dúvidas aumentam, contrastando com a provável vaidade disfarçada quando me julgo mais sabedora. Engano! Quanto mais se sabe mais se quer saber. Todavia, reconheço que há dias, há momentos, há fracções de tempo em que me me projecto -ou sou projectada- para lá do presente. E, isso, é aliciante e, por vezes, confuso.


Sou uma consumidora compulsiva dos Óscares. E, creio, que a poucas dessas noites da passadeira vermelha devo ter faltado. Não pelo glamour mas pelo cinema em si. Gosto de me sentir pertíssimo dos nomes que nas telas dão interpretações inesquecíveis, que me têm acompanhado e que eu guardo no meu oceano de DVD´s. A 21 de Janeiro escrevi aqui no post A Noite de Todas as Emoções que os meus preferidos eram Kate Winslet e Sean Penn. Kate ganhou, hoje, o Óscar de melhor actriz em O Leitor, onde interpreta Hanna Schmitz, uma mulher que se apaixona por um adolescente com quem se reencontrará anos mais tarde quando for julgada por crimes de guerra cometidos num campo de concentração nazi.


Sean, surpreendendo muitos, arrebatou a distinção de melhor actor pelo soberbo desempenho em Milk, um filme biográfico sobre a luta de Harvey Milk (assassinado em Novembro de 1978), o primeiro político norte-americano a assumir a sua homossexualidade. Quem Quer Ser Bilionário foi eleito o Melhor Filme do Ano, na 81ª gala de Hollywood. O filme de Danny Boyle recebeu, das 10 nomeações, oito Óscares. São quase seis da manhã. Cumpri o meu ritual, já troco os olhos é verdade mas, missão cumprida!

Se queres ser feliz amanhã, tenta hoje mesmo
(Liang Tzu)

A CLASSE NACIONAL DO SPECIAL ONE



Eram oito horas e 11 minutos quando o levezinho (não sei quem é) mas sei que é um jogador do Sporting marcou o primeiro (ou único) golo do jogo que juntou cinquenta mil pessoas no estádio de Alvalade, no encontro Sporting/Benfica. O eco da multidão foi tão forte e tão uníssono que me pareceu sentir uma brisa que rompeu do radio e fez frio no meu ouvido esquerdo. Que clima! Que maravilha quando as pessoas se juntam e pensam todos na mesma direcção. Bem, não é o caso num derby já que neste metade pensa verde e a outra metade pensa vermelho mas, se milhões se juntassem a pensar positivamente mudavam o ritmo do mundo! A mente colectiva tem um poder tão grandioso e tão potente que é crime não saber usá-la.


Não quero falar de poder de pensamento, nem do jogo que está a decorrer em Alvalade (são 20:24). Quero lembrar e dizer que achei maravilhosas as atitude de Carlos Queiroz que soube ter a humildade suficiente para pedir conselhos a José Mourinho e este, não ficando indiferente ao chamamento nacional, deu sugestões que o Seleccionador Nacional, usou. Foi bonito. Exemplar. Registei, com muito agrado. A isto chama-se classe, o que não abunda por este País que abraça o Atlântico.


Clique aqui. Veja a surpresa de hoje…

http://www.youtube.com/watch?v=wHQ4HJWY2F4

Quando você deseja algo do fundo do coração, o Universo inteiro conspira a seu favor
(Provérbio árabe)

A TUA CONVICÇÃO NÃO TEM IDADE



…Tem sempre presente a ideia de que a pele, com o tempo, enruga-se e o corpo perde a flexibilidade. O cabelo embranquece e os dias convertem-se em anos. Mas, o que é mais importante não muda: a tua força e convicção não têm idade! O teu espírito é como qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há, seguramente, uma de partida e, atrás de cada conquista, vem um novo desafio. Enquanto estiveres viva, sente-te viva.

Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo, não queiras viver de fotografias amarelecidas. Continua, quando todos esperam que desistas. Não deixes que enferruje o ferro que há em ti. Faz com que em vez de pena, te tenham respeito. Quando não conseguires correr através dos anos, trota! E, quando não conseguires trotar, caminha e, quando não conseguires caminhar, usa uma bengala mas, nunca te detenhas…texto de Madre Teresa de Calcutá

Clique aqui. Pode ter uma surpresa agradável…
http://www.youtube.com/watch?v=NVA5ifLis1E

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Chega uma hora em que a mente alcança um plano mais alto de Conhecimento mas -nunca- consegue demonstrar como chegou lá…
(Albert Einstein)


AS MINHAS VIAGENS COM GAGO COUTINHO

Gago Coutinho nasceu em Lisboa a 17 de Fevereiro de 1869 e morreu a 18 de Fevereiro de 1959 (com 90 anos). A sua vida foi exemplar e deixou a Portugal um espólio valiosíssimo que ultrapassa a memória colectiva do feito que foi a travessia aérea do Atlântico Sul, com Sacadura Cabral, no hidroavião Lusitânia. O País, passados 50 anos após a sua morte, ainda não foi capaz de o honrar como ele merece e de tornar pública a sua obra brilhante que, a nível nacional e internacional, permanece sem o brilho que lhe é devido. Já vai sendo tempo de Portugal deixar de maltratar ou esquecer os seus heróis.

Eu conheci Gago Coutinho e sempre tive muito orgulho nisso. Na altura, vivia em Almada e andava no Ginásio Clube Português e, antes de entrar no escritório de advogados onde trabalhava fazia uma maratona entre a Praça do Comércio e o eléctrico que geralmente apanhava até à Rua Duques de Bragança (a subida não era -e continua a não ser- apetecível). E foi aí, numa dessas viagens que encontrei, pela primeira vez, Gago Coutinho. Já passava das nove horas (nesse dia não tinha ginástica) e entrei com os outros passageiros no eléctrico que, na altura, saía da rua de S.Francisco (será este o nome?) e terminava na Estrela. Passava pelo Camões, Assembleia, era um percurso agradável. Voltando à viagem que viria a ser a viagem do meu deslumbramento: os passageiros entraram, sentaram-se enquanto o guarda-freio aguardava. Neste espaço de tempo um passageiro percorreu o corredor, abriu a porta de vidro que o separava do condutor e dirigiu-se-lhe a perguntar qualquer coisa.

Quando regressou e ficou virado para mim que já estava sentada vi que aquele senhor de baixa estatura, magro, de sobretudo escuro e uma boina negra na cabeça, era Gago Coutinho E, glória de anjos, sentou-se a meu lado, depois de ter dito bom dia, inclinando a cabeça num cumprimento respeitoso. Achei uma maravilha. A saudação soou-me a melodia e eu, pronunciei um bom dia tão tímido que receio que tão prestigiante companheiro não ouviu a minha voz. Ao meu lado ia Gago Coutinho! Que sensação.

As viagens eram breves (encontrei-o três vezes) limitavam-se apenas à subida íngreme da calçada. Ele descia frente a um prédio situado à esquerda que ficava quase colado a uma Associação muito conhecida na época (não recordo agora o designação correcta) mas sei que estava ligada aos trabalhadores. Fui almoçar lá duas vezes, era muito barato.

Gago Coutinho desceu aí , vi-o atravessar a rua e entrar no prédio em frente. Eu continuava nas nuvens. Mal podia esperar para ir saber coisas sobre Gago Coutinho e comecei a alimentar a esperança de um dia, talvez, falar mais com ele (não aconteceu). Nunca mais tive a sorte de ficar a seu lado mas nas duas outras vezes que o encontrei consegui analisá-lo melhor. Era um senhor idoso, transmitia fragilidade e a sua expressão era fechada. Ausente. As mãos eram magras, nervosas. Nunca o vi sorrir e ainda hoje lamento não ter tido a iniciativa de chegar junto dele e, ao menos, dizer: obrigada. Admiro-o muito pelo que fez.

*

É preciso subir a montanha como velho para chegar lá acima como jovem

(Provérbio chinês)