O NASCER DE UMA NOVA ORDEM MUNDIAL



A cimeira do G20 (Grupo dos Vinte), realizada em Londres, pode não ter descoberto a fórmula mágica de resolver totalmente os problemas (as medidas foram ousadas, disse Obama, mas não sei se serão suficientes para tirar o mundo da crise) que afectam globalmente os países, os governos, os futuros dos milhares e milhares de pobres surgidos repentinamente de uma crise assustadora. Porém, essa mesma cimeira não se poupou a esforços para chegar mais perto do equilíbrio e transmitir a mensagem (interna e externamente) que todos os países se devem unir para resolver esta crise global que só pode ter uma solução global.


As manifestações em torno da cimeira foram violentas, tratava-se de pessoas desesperadas que não sabem como olhar o futuro mas, parece, o bom senso não permitiu que elas tomassem proporções que podiam tornar-se num verdadeiro e perigoso rastilho. Foi uma reunião onde o presidente francês, Nicolas Sarkozy, com o frenesim que lhe é característico (tem mostrado ser um político activo) ameaçou levantar-se se não se chegassem a verdadeiras conclusões mas, no final manifestou contentamento: conseguiu-se mais do que se podia imaginar e como é extremamente emotivo não podia deixar de mostrar emoção… quando vi os diferentes países ficarem de acordo para fazer frente à crise.


A Alemanha (Angela Merkel) e a França optaram por uma só voz na abordagem aos trabalhos (o que deixou o eixo França-Alemanha fortalecido, o que é bom para a Europa) quando afirmaram que defendiam novas regras financeiras; sem isso não poderá haver confiança e sem ela não poderá haver recuperação. Sarkozy lutou, aguerridamente, pela elaboração da lista dos paraísos fiscais (a zona franca da Madeira está fora da lista). A lista negra, países não cooperantes, inclui Costa Rica, Malásia, Filipinas e Uruguai. A lista cinzenta, inclui 38 paraísos fiscais que se comprometeram a implementar reformas. A Bélgica, Áustria, Luxemburgo, Suíça e Liechtenstein, ou os principados de Andorra e do Mónaco.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que tinha conquistado a Europa na fase da sua campanha eleitoral veio novamente ao Velho Continente testar a sua popularidade. E não se pode dizer que não tenha agradado. Distribuiu simpatia e com ela fez a defesa firme dos seus pontos. Afirmou que a cimeira do G20 foi muito produtiva e um ponto de viragem na procura da recuperação económica mundial. O anfitrião, Gordon Brown, no final, ao ser emitida a declaração dos líderes, manifestava ser um político feliz depois do mundo se ter unido para lutar contra a recessão. Não com palavras mas com um plano de reformas que foram explicitadas ao longo de 29 itens que termina desta forma:


Comprometemo-nos a trabalhar em conjunto, com urgência e determinação. Concordámos em reunirmos novamente antes do final deste ano, para rever os progressos alcançados nos nossos compromissos; 3,7 biliões de euros serão distribuidos pela comunidade internacional antes do final de 2010.


A riqueza de uma nação mede-se pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes
(Adam Smith)


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