RANGEL, ROMPEU O CASULO E BRILHOU

Acabou o mistério sobre as Eleições Europeias onde os 27 Estados-membros ocorreram às urnas sem o entusiasmo que teria sido benéfico para uma coesão futura mais vigorosa. Em Portugal (com mais 800 mil eleitores do que nas últimas Europeias, há cinco anos), conhecendo-se como são os portugueses e havendo até tolerância de ponto antecedendo um feriado (1o de Junho), o que se traduz num fim-de-semana bem alargado, claro que depois do oleado o percurso nele deslizaram não para a praia ( o Sol não brilhou intensamente) os largos milhares de adoradores da tranquilidade, procurado fora de portas. Escudando-se no desencanto político não votaram, o que deveria ser rigorosamente ao contrário: quanto mais desencantados mais deveria ser usada a arma democrática dado ao povo, a possibilidade do seu direito de voto.


Verdade seja dita que em Portugal a campanha eleitoral foi desastrosa (Rangel e Nuno de Melo foram as excepções): muito pouco foi dito sobre a Europa, a maior parte do tempo foi gasto em palavras deselegantes sobre o (a) rival. Ao votarem os portugueses quiseram penalizar o Governo (voto de protesto) e, isso, não é brilhante. Para isso temos as Legislativas que começaram hoje mesmo e, aí, sim, claramente o Governo deve ser avaliado. Para saber os resultados finais teria de esperar por mais umas horas mas as peças do xadrez da política portuguesa estão lançadas. Manuela Ferreira Leite não foi vencedora, Rangel, ao ser escolhido, para não ofuscar a líder (é despachado para Bruxelas), rompeu o casulo, brilhou em toda a linha e, se não fosse a falta de ambição que ele não faz qualquer questão em ocultar, seria um futuro brilhante líder do PSD. A actual, continua a ser cinzenta!


O Bloco de Esquerda está de parabéns, graças ao poder verbal de Louça e a tarimba de Portas, conquistando votos que (quase) ultrapassavam o PCP. A escolha de Sócrates foi má. Vital Moreira tem mérito para Bruxelas mas não tem a menor apetência para lidar com as massas em comícios, mercados e passeios eleitorais. Os portugueses abanaram Sócrates, disseram-lhe que não estão nada contentes. Voltamos a falar daqui a uns meses. Melhor, anos. Entretanto, muita água vai passar por debaixo das pontes.

É tão natural destruir o que não se pode possuir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja.
(Honoré de Balzac)
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