A IMAGEM DE PORTUGAL NO MUNDO

Gostava de ter uma foto do Convento do Carmo, em Luanda (cuja igreja frequentava e que, obviamente, recordo com saudade), e que esteve na lista de votação (27) das recém eleitas Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. A verdade é que não consegui mas nem por isso quero deixar de referir a iniciativa. O que me impressionou no Convento do Carmo (não conheço as restantes) foi o bom estado que apresenta e a forma como foi preservado, mesmo durante os períodos de guerra.


Esta iniciativa teve um objectivo maior e muito feliz que foi o de projectar a imagem que, de facto, os Portugueses foram os únicos a deixar obra arquitectónica militar, religiosa, administrativa e residencial em cinco Continentes, capaz de chegar dentro de alguns anos a uma rede de Património Mundial Português em todo o Mundo. O potencial para a imagem de Portugal é imenso e pode ser subsidiado pelas Nações Unidas, constituindo assim uma espécie de montra de Portugal no estrangeiro, em cada país onde existam esses monumentos. As candidatas foram:

África

* Angola – Luanda – Convento do Carmo
* Cabo Verde – Cidade Velha de Santiago
* Etiópia – Gorgora Nova
* Gana – S. Jorge da Mina
* Marrocos – Cidade Fortificada de Mazagão
* Marrocos – Fortaleza de Safi
* Moçambique– Ilha de Moçambique
* Quénia – Mombaça – Fortaleza de Jesus
* Tanzânia – Forte de Quiloa

América:

* Brasil – Congonhas – Santuário do Bom Jesus de Matosinhos
* Brasil – Olinda Mosteiro de S. Bento
* Brasil – Ouro Preto – Igreja de S. Francisco de Assis da Penitência
* Brasil – Recife – Convento de Sto. António e Ordem Terceira
* Brasil – Rio de Janeiro – Mosteiro de S. Bento
* Brasil – Rondónia – Fortaleza de Príncipe da Beira
* Brasil – S. Salvador da Baía – Mosteiro e Ordem Terceira de S. Francisco
* Uruguai – Centro Histórico e Colónia do Sacramento

Ásia:

* Bahrain – Fortaleza de Qal’at al-Bahrain
* China – Macau – Ruínas de S. Paulo (foto)
* Índia – Cidade de Baçaim-
* Índia – Cidade de Damão Grande
* Índia – Fortaleza de Diu
* Índia – Goa – Sé
* Índia – Goa – Basílica do Bom Jesus
* Irão – Fortaleza de Ormuz
* Malásia – Centro Histórico de Malaca
* Oman – Fortificação de Mascate

E as maravilhas mais votadas (239 418 votos) foram conhecidas a 10 de Junho, no Pavilhão Arena, em Portimão, através de uma gala transmitida pela RTP 1.

* Fortaleza de Diu (Índia),
*Fortaleza de Mazagão (Marrocos),
*Basílica do Bom Jesus de Goa (Índia),
*Cidade Velha de Santiago (Cabo Verde),
*Igreja de São Paulo (Macau)-foto-,
*Convento de São Francisco de Assis da Penitência (Ouro Preto, Brasil) e
*Convento de São Francisco e Ordem Terceira (São Salvador da Baía, Brasil).

Continuo a pensar que para nos apercebermos rigorosamente da importância de Portugal no Mundo (não confundir com dimensão), é necessário ultrapassarmos fronteiras e, in loco, sentirmos a forma como, em paragens distantes, somos recordados tão intensamente e com um orgulho que não só nos surpreende como nos envaidece.

http://www.youtube.com/watch?v=gtyUlJN6PsU

*

Se nos sentarmos agora, podemos ser atropelados mais tarde
(Franklin D. Roosevelt)

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4 responses

  1. Olá MEB,Fico feliz com este evento e ao mesmo triste quando penso que na Guiné não se fez nada do género. Até em terras que não foram lusas se deixaram coisas sumptuosas. E aqui…Beijinhos

    Junho 16, 2009 às 6:19 pm

  2. MEB

    Ana, que tristeza me deu quando li o seu comentário. Como é possível! Em toda a Guiné não ficou mesmo nada feito pelos portugueses? Não me passava pela cabeça. A fortaleza em Bissau não fomos nós? Que posso dizer? Só consigo sentir…Beijinhos

    Junho 17, 2009 às 8:10 pm

  3. MEB, o tempo tem sido de facto escasso. A fortaleza da Amura lá ficou mas não está nem perto de qualquer outro monumento nomeado.

    Junho 22, 2009 às 11:26 pm

  4. MEB

    Pois é. Como é possível? Como foi possível? Falha a todos os níveis que nem sequer traduz o quanto os portugueses gostavam da Guiné! Com falhas, é certo. Com excessos, é certo, sem virgindades, é certo mas, não há colonizações perfeitas. Em 1963 eu ia ao cinema, em Bolama, Bissau, e sentava-me ao lado de nativos, tal como nos cafés. Não quero desculpar realidades mas nós davamo-nos bem. Ainda hoje o Magna é falado como se fosse da família. Acredita? É a pura verdade, Ana. Bjs

    Junho 23, 2009 às 5:47 pm

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