Archive for Setembro, 2009

BASTARIA UM ABRAÇO E… VOLTARIA A VOAR



Procuro encontrar no meu íntimo a harmonia da vida, concentrar-me nas energias vibratórias, recordar que eu sou o poder no meu mundo. Centro-me na Luz que me ilumina e reforço a consciência de que sou uma partícula do Universo. Não vacilo nas minhas asas da liberdade e sucedem-se os voos com essência numa busca constante, por vezes dissimulada, por vezes imprudente, por vezes irresistivelmente fascinante quando, isolados, ficamos mais juntos e mais livres. Nas ausências, as minha asas perdem o vigor e o vazio escorre-me pelas mãos que deixo cair ao longo de um corpo que perde o brilho como se o Sol nunca o banhasse. Fico ali, prostrada, emocionada e trémula, sem riso, sem emoção, desajeitada e sem ritmo. Bastaria um abraço para que as minhas asas voltassem a bater em movimentos sinuosos e pousassem (docemente) na curva do teu braço.

O homem é aquilo em que acredita
(Anton Tchekov)
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MULHER MADURA NÃO É VENTANIA, É AR EM MOVIMENTO!

Este texto, segundo referencia a sua autora, Vanessa Pena, é dirigido a mulheres maravilhosas e a alguns homens inteligentes. Veio cair na minha caixa de mensagens e, confesso, adoçou (muito) o meu ego (sou uma mulher maduríssima). Vejamos os motivos pelos quais fiquei assim (espero que dure):

A mulher madura não julga, ela analisa; não compra, assimila. Não consola, acalenta; não acorda, desperta. Não coloca algemas, dá liberdade. A mulher madura não enfeitiça, ela encanta! Não é decidida, apenas sabe o que quer. Não é exigente, é selectiva. Não se sente velha, considera-se experiente. Não se lamente, ela tenta fazer diferente. Não tem medo, tem receios. A mulher madura não faz juras, deixa isso por conta do tempo. Não tira conclusões, faz suposições. Não desce do salto, tem jogo de cintura. Ela não brilha, ela é iluminada! Não diz tchau, acena. Não gosta de ser vigiada, prefere ser escoltada. Não é moderna, é elegante.

A mulher madura não pega, toca. Não come, alimenta-se. Não provoca, ela já é provocante! Não é inteligente, é sábia. Não se insinua, mostra o caminho, subtilmente. Não se precipita, espera o momento certo. A mulher madura, não nada, navega. Não voa, flutua! Não pensa em quantidade, prefere a qualidade. Não vê, observa. A mulher madura não anda, caminha. Não se deita, adormece. Não é pretensiosa, simplesmente gosta de si. Não se quer sentir cobiçada, ela prefere ser desejada. Não possui sombras, tem aura! Não adivinha, tem percepção. A mulher madura não faz sexo, ela é mestre na arte de amar. Não fica, envolve-se. Não é fácil, é flexível. Não manda, administra, Não aflora, é um constante florescer. Enfim, a mulher madura é um conjunto de todas as belezas possíveis

Mulher sensível, mas ao mesmo tempo uma verdadeira guerreira. È forte, mas feminina. Porém, muitos não possuem sensibilidade para perceber tal beleza, mas aqueles que a descobrem, preferem morrer nos braços dessa tal mulher, que não é doce, mas que simplesmente, é puro mel.

*

As pessoas são tão felizes quanto elas decidem mentalmente ser
(Abraham Lincoln)


…OBRIGADA, POR SERES MEU AMIGO…

Não posso dar-te as soluções para todos os problemas da vida. Nem tenho resposta para as tuas dúvidas e temores, mas posso ouvir-te e compartilhar contigo. Não posso mudar nem o teu passado nem o teu futuro mas, quando necessitares de mim, estarei junto a ti. Não posso evitar que tropeces, apenas posso oferecer-te a minha mão para que te apoies e não caias. As tuas alegrias, os teus triunfos e os teus êxitos não são os meus, mas desfruto, sinceramente, quando te vejo feliz. Não julgo as decisões que tomas na vida, limito-me a apoiar-te, a estimular-te e a ajudar-te sem que me peças. Não posso traçar-te limites, dentro dos quais deves actuar mas, sim, oferecer-te o espaço necessário para cresceres.

Não posso evitar o teu sofrimento quando alguma mágoa te parte o coração. Mas, posso chorar contigo e recolher os pedaços e uni-los novamente Não posso decidir quem foste nem quem deverás ser, somente posso amar-te como és e ser teu amigo. Todos os dias penso nos meus amigos e amigas. Não estás acima, nem abaixo, nem no meio. Não encabeças nem concluís a lista. Não és o número um nem o número final. E tão pouco tenho a pretensão de ser o primeiro, o segundo ou o terceiro da tua lista. Basta que me queiras como amigo. Dorme feliz. Emana vibrações de amor. Estamos aqui de passagem. Melhora as relações. Aproveita as oportunidades. Escuta o coração. Acredita na vida

Obrigado por seres meu amigo. J. L. Borges

Não projecto uma cara em nenhum espelho. Nem sequer sou poeira. Sou um sonho
(Jorge Luís Borges)

VIVA AS EMOÇÕES DA VIDA COM ENTUSIASMO

Só nós pudemos tornar os nossos dias mais felizes, apesar do que nos possa rodear, apesar do que nos possa acontecer. Claro que há na vida circunstâncias, pessoas, realidades que também nos ajudam a estar bem, portanto felizes, mas é a nós a quem compete ambicionar, defender, lutar pela felicidade. Não é fácil ser feliz mas quando a encontramos frente-a-frente, dentro de nós, é uma sensação indescritível. Cada um tem a sua visão e dimensão de felicidade. Para uns basta um pouco, para outros tanto, não chega. Outros, ainda, são felizes quando têm um pouco do Mundo na mão; outros, quando lhes basta conseguir ajudar os outros e, uns poucos, são felizes quando lutam, à sua maneira, para ajudar a modificar as realidades negativas do Globo. Hoje, recordando um texto que recebi do Optimismo em Rede, recordo alguns conselhos para que os nossos dias sejam agradáveis:

Comece o dia a cantar. A música é alimento para o espírito. Cante qualquer coisa, cante desafinado, mas cante! Cantar, dilata os pulmões e abre a alma para tudo de bom que a vida tem para oferecer. Se insistir em não cantar, ao menos ouça muita música e deixe-se absorver por ela.
Ria da vida, ria dos problemas, ria de você mesmo. Começamos a ser felizes quando somos capazes de rir de nós mesmo. Ria das coisas boas que lhe acontecem, ria dos disparates que já fez. Ria, abertamente, para que todos se contagiem com a sua alegria.
Não se deixe abater pelos problemas. Se procurar convencer-se que está bem, vai acabar acreditando que realmente está e quando menos esperar vai-se sentir realmente bem. Seja positivo. O bom humor, assim como o mau humor, são contagiantes. Qual deles escolhe? Se estiver bem-humorado, as pessoas ao seu redor também ficarão e, isso, dar-lhe-á mais força. Leia coisas positivas. Leia bons livros, leia poesia, porque a poesia é a arte de aceitar a alma. Leia romances, leia a Bíblia, histórias que façam reavivar seus sentimentos mais íntimos, mais puros.

Pratique algum desporto. É necessário fugir do sedentarismo, não deixar envelhecer nem o corpo nem a mente. Ao nadar, correr, ao frequentar um ginásio, está a imprimir no seu passaporte uns anos de vida. Ao transpirar, vai sentir-se bem- disposto, mais animado, mais confiante, rejuvenescido! Encare suas obrigações com satisfação. É maravilhoso quando se gosta do que se faz. Ponha amor em tudo o que está ao seu alcance. Desde que se proponha a fazer alguma coisa, mergulhe de cabeça! Não viva emoções mornas, próprias de pessoas mornas. Viva-as com entusiasmo. Pode sair arranhado, mas verá que valeu a pena. Não deixe escapar as oportunidades que a vida lhe oferece, elas não voltam! Não é você quem passa, são as oportunidades que você deixa fugir.

Nenhuma barreira é intransponível. Se estiver mesmo disposto a lutar contra ela; se seus propósitos forem positivos, nada poderá detê-lo. Não deixe que os problemas se acumulem, resolva-os logo. Fale, converse, explique, discuta, brigue: o que mata é o silêncio, o rancor. Exteriorize tudo, deixe que as pessoas saibam que você as estima, as ama, precisa delas, principalmente em família. Volte-se para as coisas puras, dedique-se à Natureza. Cultive o seu interior e ele extravasará beleza por todos os poros. Não tente, faça. Você pode! Sim, nós podemos. Todos podemos.

A felicidade é, verdadeiramente, toda a sabedoria; e, sonhar, é toda a felicidade
(Charles Nodier)

UN TUAREG NA UNIVERSIDADE DE MONTPELLIER

Tuareg significa abandonados, somos um velho povo nómada do deserto, solitário, orgulhoso. Chamam-nos os Senhores do Deserto. Somos três milhões, a maioria nómadas, mas a população diminui. É preciso que um povo desapareça para se reparar que ele existia! Estas são algumas das palavras de Moussa Assarid, um Tuareg que estuda na Universidade de Montpellier, numa excelente e extensa entrevista (Tu Tens o Relógio, eu Tenho o Tempo) dada a Victor-M. Amela que recebi por e-mail. Gostaria de a transcrever na íntegra, mas o tempo já me mostrou que um post demasiado longo, não é lido. Fico-me por alguns excertos dispersos. Se por acaso gostasse de a ler, posso enviá-la por mail.

-É verdade que o deserto é muito silencioso?
Se estiveres só naquele silêncio, ouves o bater do teu próprio coração. Não há melhor lugar para nos encontramos connosco

Como nasceu essa paixão pela escola?
Uns anos atrás passou pelo acampamento o Rally Paris-Dakar e uma jornalista deixou cair um livro da sua mochila. Apanhei-o e entreguei-lho. Ela ofereceu-mo e disse-me que aquele livro se chamava O Principezinho. Eu, prometi-lhe que um dia seria capaz de lê-lo

-E conseguiu!
Sim, Acabei por ganhar uma bolsa de estudo para estudar em França
Um Tuareg na Universidade…
– Ah! O que sinto falta aqui é do leite de camela e do fogo de lenha… Caminhar descalço sobre a areia quente e… as estrelas. Olhamo-las todas as noites e cada uma é diferente da outra. Lá, à noite, o céu é a TV

Moussa não sabe a idade, nasceu no deserto do Saará num acampamento nómada Tuareg, a norte de Mali. Foi pastor de camelos, cabras, vacas; hoje, é universitário mas não esquece que aos sete anos aprendeu a orientar-se pelo Sol e pelas estrelas, descobriu o cheiro do vento e nunca mais esqueceu o céu cor-de-rosa, azul, vermelho, amarelo, verde, no cair de cada tarde. Momentos mágicos, recordados numa Europa apressada e insatisfeita.

*

A cultura ajuda um povo a lutar com as palavras, em vez de o fazer com as armas
(Glugiermo Ferrero)