CADA EMIGRANTE É A FORÇA DE PORTUGAL

Ser-se emigrante é sentir-se em cada esquina do dia o reflexo da Pátria distante nas saudades que emudecem afectos. É um estar lá estando-se (muito) aqui. É um não ter e dar, partilhar, reviver, conviver. Cada emigrante guarda uma história para contar, uma lágrima vertida em surdina e solidão. É um agarrar no tempo para que a memória não se desvaneça, as raízes não se percam e as histórias das suas aventuras surjam em narrativas de memórias rodopiantes como um carrossel colorido, girando, esvoaçando, num bailado ternurento com pedaços de vida que completam vidas que abraçarão gerações. Cada emigrante distante, é a força de Portugal.

http://www.youtube.com/watch?v=EF39fhsAB3A

http://www.youtube.com/watch?v=tqkLzjE0kMA&NR=1

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce/Deus quis que a terra fosse toda uma,/Que o mar unisse, já não separasse./Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,/E a orla branca foi de ilha em continente,/Clareou, correndo, até ao fim do mundo,/E viu-se a terra inteira, de repente,/Surgir, redonda, do azul profundo./Quem te sagrou criou-te português./Do mar e nós em ti nos deu sinal.Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez./Senhor, falta cumprir-se Portugal!

(Fernando Pessoa)
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