NÃO HÁ SOPRO DE VENTO NEM MARESIA DE MAR

Está uma noite suave de luzes difusas, de aromas intensos que navegam pelo ar. Perfumes envolventes a lembrar flores, madeiras exóticas, especiarias, passam e repassam como dádiva e provocação. Há aromas subtis de âmbar, canela, sândalo, cravo, almíscar, gengibre, que a imaginação leva ao encontro de lugares, de pessoas, de memórias sussurradas que aconchegam saudades amadas em silêncio nas melodias que se cruzam e, mesmo assim, capta-se o som de cada nota. Há perfumes intensos pelo ar murmurando frases que não queremos entender. Há conquistas sedutoras arrumadas sem direito a apelos nem narrativas, apenas reflexos de estradas percorridas de mão dada com a ilusão em inquietantes e felizes momentos de encantamento. Ah! Como é envolvente o ar perfumado desta noite primaveril que cai nos braços aninhados não vá o deleite perder-se nas lonjuras distantes e amareleça no tempo. Hoje, não há sopro de vento nem maresia de mar, nem sequer correntes cruzadas da serra. Esta noite luminosa, branda, morna, macia, provocantemente aromática, ondula à nossa volta, agarra-se. Sabe a fascínio!

http://www.youtube.com/watch?v=NVA5ifLis1E


Nada no mundo merece que nos desviemos daquilo que amamos
(Albert Camus)

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