Archive for Dezembro, 2010

DENTRO DE HORAS NASCERÁ. CHAMA-SE 2011

Faltam poucas  horas para que o bebé 2011 encontre os caminhos do seu tempo e, oficialmente, nasça para o Mundo. Mundo demasiado indefinível, demasiado dominante,  dessintonizado da essência da Vida; por isso, cruel, desumanizado, dramático, perigoso e misterioso. 2011 chegará com uma missão evolutiva difícil: fazer germinar no coração dos homens o amor fraterno, capaz de mudar realidades, mentalidades e futuros.

Vai ser uma caminhada, ao longo de 12 meses, onde o ainda quase bebé 2011 encontrará resistências, traições e as suas aspirações de fazer uma Humanidade feliz será, por certo, uma luta de Titãs. É que os homens cada vez mais se afastam da Natureza (quebram a corrente de Vida), ignoram os padrões sólidos dos valores morais, estão desapiedados, não têm Luz, acumulam e propagam energias negativas, sonham e concentram-se nos espaços de sucessivos supérfluos, perdem-se nas teias de crises que inquietantemente criaram.

Manter o equílibrio entre os homens é uma tarefa tão árdua que se o quase bebé 2011 soubesse, era capaz de não querer despertar para o mundo físico. Mas, rigorosamente, à meia-noite, o bébé, como uma semente, entregar-se-à ao vento e procurará atingir o coração dos homens. Facilitem-lhe a vida.

Receba-o com esperança, com pensamentos e palavras inspiradas e inspiradoras. Celebre a sua chegada: grite, cante, pense, beije, beba champanhe, água, coma uvas, suba para o banco, abrace quem pode ou quem gostaria (não há distâncias que vençam o pensamento…)

Na alegria, na depressão, na solidão, na revolta, mesmo assim, dê uma chance a si própria e a ele. Se precisa, redescubra o prazer da vida. Se consegue manter a esperança e a alegria, na transição ansiosa de um para outro ano, espalhe essa energia poderosa pelos presentes, ausentes, pelo seu País, pelo Mundo. Tem esse poder. Se apontar o indicador às estrelas, está a interagir com o Universo! Feliz 2011. Faça dele o ano do Amor.

Daqui a alguns anos estará mais arrependido pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Solte as amarras! Afaste-se do porto seguro! Agarre o vento nas suas velas! Explore! Sonhe! Descubra!

( Mark Twain)

Anúncios

QUERO FECHAR OS OLHOS E IMAGINAR ALGUÉM

Não quero alguém que morra de amor por mim. Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, abraçando-me. Não exijo que esse alguém me ame como eu a amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade. Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim. Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante para mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível. E que esse momento será inesquecível.

Só quero que o meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando no meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre. E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém, e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho.

Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é o meu sentimento e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça,  para que eu seja sempre eu mesmo. Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe. Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.

Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obtenha êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe a minha esperança ser abalada por palavras pessimistas. Que a esperança nunca me pareça um “não”. Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros. Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão.

Que o amor existe, que vale a pena dar-se às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim, e que valeu a pena (M.Q.)

 

 

O segredo é não correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim para que elas venham até você

(Mário Quintana)


A NOITE MAIS EMOTIVA DO ANO

 

Poucas horas nos separam já da grande reunião familiar que acontece anualmente sob o signo Natalício. A noite de Natal oscila entre a grande alegria, a profunda depressão, a disfarçada angústia ou a subtil indiferença. É uma noite abrangente que envolve, toca a todos. De formas diferentes mas é, efectivamente, a noite mais emotiva do ano: para as personagens das grandes ceias, dos grandes encontros, das grandes prendas das grandes alegrias.

É a noite mais emotiva do ano para os que não têm grandeza em nada, nem na ceia, nem nas prendas e muito menos na alegria.  É a noite mais emotiva do ano para quem só escuta (ao longe) os ecos das grandes festas e se recolhe na noite, geralmente fria, numa solidão dolorosa povoada de lembranças, percorrendo, na vida, trilhos sem entusiasmo e sem objectivo. É a noite mais emotiva do ano para os que já não estão, mas ainda habitam  nos corações dos familiares.

É a noite das grandes energias, das grandes esperanças, e dos grandes vazios. Do abraço que não se deu, do sorriso que não se partilhou, da chamada que não se fez, da mensagem que se guardou, da lágrima furtiva que se escondeu. Das palavras que não se disseram. Da confissão que não se fez. Mas, o Natal, relembra ao Mundo a mensagem vinda de Belém que já ultrapassou milénios, e não se esbateu na intranquilidade desesperante da Humanidade. Ano após ano as estrelas brilhantes (da congelada noite natalícia) relembram a espiritualidade que deve envolver o nosso coração.

Devemos mergulhar nessa espiritualidade e deixar que as surdinas do vento nos envolvam num abraço aconchegante de magia que une  a Terra ao Céu. E, aí, as prendas, os risos contagiantes das crianças, os abraços que não se trocaram, a mão que não se apertou, o beijo que não se deu, a chamada que não se fez, misteriosamente, resplandecem numa dimensão maior. Feliz Natal.

 

 

O Homem não é importante pelo seu Ego ou pela sua personalidade. O Homem é importante porque, como Alma, ele é parte de Deus

(Paramhansa Y.)


NESTE NATAL VOU ERGUER UMA ÁRVORE DENTRO DO MEU CORAÇÃO

Quero, Senhor, neste Natal, erguer uma árvore, dentro do meu coração, e nela pendurar, em vez de presentes, os nomes de todos os meus amigos. Os antigos e os mais recentes. Os de perto e os de longe. Os que vejo todos os dias, e os que raramente encontro. Os sempre lembrados e os que às vezes ficam esquecidos. Os das horas difíceis, e os das horas alegres. Os que sem querer magoei ou sem querer me magoaram. Aqueles que pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus amigos humildes e meus amigos importantes. Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida. Especialmente os que já partiram e que me lembro com saudade. Que o Natal esteja vivo, em cada dia do Ano Novo (autor desconhecido)

 

 

O Natal começou no coração de Deus. Só está completo quando alcançar o coração do homem

(autor desconhecido)

 


AMAR, ESQUECER, DESAMAR, MAL AMAR…

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?  Amar e esquecer, amar e mal amar, amar, desamar, amar? Sempre, e até de olhos vidrados, amar? Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar?Amar o que o mar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia? Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante, e amar o inóspito, o cru, um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina. Este o nosso destino: amor sem conta, distribuido pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor. Amar mesmo a nossa falta de amor, e na nossa secura amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita (C.D.A)

 

 

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade
(Carlos Drummond de Andrade)