QUERO FECHAR OS OLHOS E IMAGINAR ALGUÉM

Não quero alguém que morra de amor por mim. Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, abraçando-me. Não exijo que esse alguém me ame como eu a amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade. Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim. Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante para mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível. E que esse momento será inesquecível.

Só quero que o meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando no meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre. E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém, e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho.

Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é o meu sentimento e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça,  para que eu seja sempre eu mesmo. Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe. Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.

Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obtenha êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe a minha esperança ser abalada por palavras pessimistas. Que a esperança nunca me pareça um “não”. Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros. Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão.

Que o amor existe, que vale a pena dar-se às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim, e que valeu a pena (M.Q.)

 

 

O segredo é não correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim para que elas venham até você

(Mário Quintana)

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4 responses

  1. Que belo texto, amiga, aqui nos deixa, como “preparação” do novo ano que se avizinha! Desejo que 2011 possa ser para si e para todos os que lhe são queridos, um suceder de instantes maravilhosos:

    “A vida é uma sequência de instantes que se vão sucedendo desde o nascimento até à morte. Inclusive a melhoria humana e a auto-realização se devem produzir de instante em instante, não se devem postergar para um futuro incerto. Estes instantes devem viver-se em abertura amorosa, com atenção e equanimidade, com plenitude e serenidade, sabendo pegar e largar, sem permitir que o instante anterior condicione o presente e determine o futuro. Desse modo, a aprendizagem vital não se suspende e a mente mantém-se fresca e renovada.”
    In “Os Melhores Contos Espirituais do Oriente”, de Ramiro Calle

    Beijinho

    Dezembro 29, 2010 às 7:30 pm

    • Amigo Joaquim, boa noite. O temporal que se sentia aqui, “magicamente”, amainou e, agora, apenas a voz do silêncio nas árvores, sem folhas, mas de ramos erguidos ao Céu. Ficou uma noite de paz. Gostei que passasse por aqui pelo meu canto. Tenho tido problemas no meu computador daí o não ter ido “beber” o que sempre se encontra nos excelentes blogues dos meus amigos.

      Aprecio muito Ramiro Calle e fiquei admirada pela citação. Foi uma surpresa bem agradável. Preparado para um Novo Ano? Desejo-lhe o melhor. Que ele lhe concretize sonhos e o ajude nas lutas de vitórias. Beijinho

      Dezembro 29, 2010 às 11:26 pm

  2. Minha querida amiga Elvira!

    Maravilhosa esta escolha de texto que reflecte claramente a pessoa linda que é!
    Nunca nada é em vão, sobretudo se for pura doação de nós próprios sem esperar nada em troca.

    Estou a lembrar-me dum conto lindo que li.
    Sinteticamente, ele contava a história dum rei árabe que tinha várias esposas.
    A primeira, a “verdadeira” foi a partir de certa altura rejeitada, substituída pelas mais novas, mais belas!
    Um dia o rei adoeceu gravemente e soube então que morreria dentro em breve.
    Mandava a tradição, que pelo menos uma das suas mulheres de sacrificasse e fosse junto com ele.
    Ele escolheu a mais bela, a sua última “paixão”, mas a mesma recusou.
    No dia em que o rei estava quase a morrer foi a sua 1ª mulher, a que sempre o amou, que com ele se deitou e juntos esperaram a morte que os levou juntos.

    Beijinhos

    PS. Amiga, estive ausente 1 dia, e chego cá se deparo-me com todos estes textos.
    Problemas no computador?
    Posso ajudar?

    Janeiro 2, 2011 às 10:50 am

    • N, o conto ternurento. Obrigada pelas palavras amorosas que tem sempre para mim. O computador esteve “doido”, mas j lhe passou. Desliguei-o e fui passear. Teve saudades de mim e ficou bom! Quando estiver afilta imagine a que porta vou bater rapidamente? sua, claro. Sendo madrinha do meu blog tenho de fazer coisas boas. Quero que tenha orgulho nesta av de 71 anos. Beijinhos

      Janeiro 2, 2011 às 2:44 pm

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