Archive for Fevereiro, 2011

A NOITE ENTUSIASMANTE DOS “MEUS” ÓSCARES

Hoje, é a minha noite! Indigitei-me para as diversas categorias e vou receber Óscares. Há anos e anos que liberto a minha imaginação numa noite (para mim) perfeita. Com surpresas, injustiças, desencantos. Tudo faz parte do meu deslumbramento. Em troca de umas horas perdidas de sono não posso esperar que no espaço de uma grande gala (83ª)  tudo decorra sobre o signo da impecabilidade. É espectáculo, é uma máqina gigantesca que movimenta milhões de dólares  e de empregos. Só por hoje vou -novamente-   ser feliz com  o talento, a espectacularidade, o fútil e o charme.

 

 

Sorria! Sorrir abre caminhos, desarma os mal-humorados, contamina. Mas sorria com a Alma, não apenas com os lábios

(Léa Waider)

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FILMES QUE O TEMPO NÃO FEZ ESQUECER

Com a diferença de poucos dias vi, na RTP Memória: E Tudo o Vento Levou, África Minha, Cleópatra. Serões perfeitos que enchem as noites de lembranças. Ao rever filmes tão antigos  agarramos o tempo e isso, só se consegue quando se lembra. Não há outra forma de o prender, só a memória é capaz de o fazer.

 

 

 Não desfaças o herói que está na tua alma! 

Nietzsche)


“CONVOQUEM A ALMA” – UM LIVRO IMPERDÍVEL

 

(…) E aí, todos os saberes que cultivamos hão-de contribuir para que os agentes da reconstrução da identidade entrem dentro do circuito de decisão global. Contribuirão para que não haja estruturas monolíticas. Contribuirão para que ninguém se sinta sufocado. Derrubarão todas as barreiras. Eliminarão o medo nas grandes cidades globais. mostrarão o absurdo que é o ter meios  para ir até todo o lado e ter medo de ir seja onde for.

Contribuirão para nos libertar. O desejo de protecção nas grandes cidades é tão grande que na impossibilidade de nos prenderem a  todos, nós prendemo-nos a nós próprios, a sete chaves, em casa. Sabemos que as imagens dominantes da realidade dão forma ao nosso comportamento. Sabemos que  o poder global e o poder local algumas vezes geram paredes.

Nem no global nem no local para termos consistência pode haver barreiras. A muralha e o fosso do castelo guardam o medo de quem está lá dentro, não de quem está fora. As barreiras mútuas do centralizado para o local e do local para o global têm de ser destruídas pelo entendimento, pela nossa acção e pela nossa inovação. O muro de Berlim, como todos os muros, não caiu. Foi deitado abaixo. Empurraram-no até cair. Quando caíu foi para os dois lados.

Tudo o que  aprendemos e sabemos contribuirá para que o impacto histórico das novidades tecnológicas e do aumento de população sejam cientificamente compreendidos e deles resulte um acrescido bem-estar. Vamos preparar-nos para derrubar com o poder das ideias os muros e os fossos que, às vezes, bloqueiam a nossa vida (F.C.R.)

 

 

Estamos no meio do processo. Estamos em cada local do Planeta, a negociar entre a história e o futuro…

(Fernando Carvalho Rodrigues)


NÃO SE ESQUEÇA, APANHE O RITMO DA VIDA

 Antigamente eu gastava (no mínimo) oito horas por semana para manter a casa impecável (cheguei a limpar soalhos, azulejos, persianas, com escovas de dentes), não fosse aparecer alguma visita, mas descobri que ninguém passa por acaso para visitar, todos estão habitualmente ocupados a passear, divertindo-se, aproveitando a vida! E agora, se alguém aparecer de repente? Sem problemas, não tem que explicar a situação da sua estratégia de limpezas a ninguém.

A vida é breve, há que saboreá-la, vivê-la, aproveitá-la. Limpe o pó mas sem exageros, não deixe de aproveitar a vida por uma casa brilhante, sem bactérias. E que tal pintar um quadro? Escrever uma carta, das verdadeiras. Das que levam selo e se colocam nos marcos do correio? E que tal dar um passeio, sereno, pelo campo, ou visitar um amigo? E fazer um bolo  e, depois, lamber a colher suja de massa? Então e tratar do seu canteiro, do seu jardim, da sua varanda e regar as plantas? Repare (sinta) como elas gostam.

Se precisa de limpar o pó, faça-o, claro. Se precisar, não por paranóia (constante) da prova do algodão. Lembre-se de viver: sorrir ao Sol, nadar na praia ou na piscina, escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música, ler livros, cultivar  a amizade e estar com os familiares e amigos. 

Pode ser uma fada do lar, só lhe fica bem, mas com conta, peso e medida. Senão, corre o risco de não apanhar o ritmo da vida que continua lá fora. Pense bem. Limpe o pó, se precisar  mas, um dia, ninguém se vai lembrar da sua luzidia casa sempre tão limpinha. Vão, sim,  lembrar-se da sua amizade, da sua alegria, dos bons momentos partilhados, e são essas vivências que irão reflectir a forma como viveu a sua vida. E como a soube partilhar. Está a tempo: pegue na bicicleta e pedale suavemente, através dos campos -mesmo que não seja Primavera e que a Sinfonia das Flores ainda não deslumbre- respire fundo, oxigene o seu coração e esqueça, por hoje, o espanador (autor desconhecido).

 

 

Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.
(Provérbio chinês)


NAMASTÉ, UMA SAUDAÇÃO RESPEITOSA

Namasté, é o cumprimento nascido na Índia e   significa Curvo-me perante  ti. É uma forma digna de cumprimento de um ser humano para outro, expressa um grande sentimento de respeito. Invoca a percepção de que todos nós compartilhamos da mesma essência, da mesma energia, do mesmo Universo. Namasté, possui uma força pacificadora muito intensa. Em síntese é: Saúdo-o  do Coração! e deve ser retribuído com o mesmo cumprimento.

O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você. O Deus que há em mim saúda o Deus que há em si.
O Espírito em mim reconhece o mesmo Espírito em você.
A minha essência saúda a sua essência. As pessoas que sentem indiferença, desconfiança ou ódio, são pessoas que esqueceram que Deus habita em cada ser.

Conhecido pelos budistas como Anjali Mudra, consiste no simples acto de pressionar as palmas das mãos  frente ao  coração e os dedos apontando para cima, no centro do peito. Inclina-se levemente a cabeça, sem palavras. Frequentemente fecha-se os olhos, para então curvar-se a coluna, em sinal de respeito à divindade que preenche todos os espaços do Universo. A coluna retorna à posição erecta mais lentamente do que quando abaixou, também simbolizando respeito à outra pessoa.

Os cinco dedos da mão esquerda representam os cinco sentidos do coração, enquanto os dedos da mão direita representam os cinco órgãos da razão. Significa que a mente e coração devem estar em harmonia, para que o nosso pensar e agir estejam de acordo com a Verdade.
Também é um reconhecimento da dualidade que existe no mundo, simbolizando a união das polaridades, esquerda e direita, bem e mal e sugere um esforço de nossa parte para manter essas duas forças unidas em equilíbrio.

Dez dedos unidos no Namasté. O número dez é símbolo da perfeição, da unidade, do equilíbrio perfeito (os Dez Mandamentos, as Dez emanações da Árvore da Vida, os Dez vértices da estrela de Pitágoras, a Parábola dos Dez Talentos).

Todo o ser humano é um reflexo dos Dez Atributos Divinos: Apego, Bondade, Conhecimento, Entendimento, Esplendor, Harmonia, Perseverança, Realeza, Sabedoria, Severidade. Namastê traz o Sagrado para dentro de cada ser humano, afirmando que Deus  está em tudo, em cada um de nós e qualquer dissociação da imagem do divino da nossa é inútil. Ao fazer o Namastê, afirmamos que todos somos filhos e partes do Sagrado, indissociáveis e iguais. 

 

 

 

 Namasté, traz o Sagrado para dentro de cada ser Humano