O DESFILE DO MANTO DE NEVOEIRO

182317_480080488696827_1103477490_n

O dia de hoje voltou a vestir o manto denso de nevoeiro e desfilou serpenteando pelos recantos de uma Sintra fria e húmida que recebeu no regaço um Inverno agreste que traz do Universo a missão acinzentada de congelar, ondular, em cada passo que se dê quando se entra no portal invisível e se atravessa o que não se vê.

As nuvens desmaiaram, juntas, caíram na Terra e formaram camadas tão coesas, tão densas, que ultrapassá-las é, podia ser, um feito que pode oscilar entre o romantismo, a aventura, a procura, o deslumbramento, o receio. Não apetece abraçar o nevoeiro, mas apetece entrar nele de mãos caídas, levando connosco a dúvida que aumenta a adrenalina. Por que nevoeiro é fumo, local de deuses, mistério, imaginação, convite. É véu diáfano que roça no rosto, mas não agarra. Promete, subtilmente. Apenas isso. (Maria Elvira Bento)

A vida ou é uma aventura ousada ou não é nada.

(Hellen Keller)

Anúncios

One response

  1. Sintra é sempre linda e esta imagem deliciosa.
    Gostei muito.
    Bom fim de semana.
    Bj.
    Irene Alves

    Janeiro 12, 2013 às 6:19 pm

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s