AS RAÍZES DE UMA GERAÇÃO DE FADISTAS

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Na noite, quando o silêncio não tem sussurros e as luzes não ofuscam; quando as palavras não procuram eco e os olhos serenam; quando os movimentos são lentos, sonolentos, escutar melodias e palavras que se entrelaçam, é dádiva boa da vida. Ontem escutei (Antena Um) um programa (Edgar Canelas) com Hélder Moutinho (fadista, manager, letrista, compositor e produtor). Senti asas e anjos que andam pelo mundo.

Fascinada com a trajectória do fadista que nasceu numa família onde o fado era como o respirar da vida. Irmão de Camané (aos 12 anos, em 79, ganhou a Grande Noite do Fado) e Pedro Moutinho (começou a cantar aos oito anos), Hélder foi às raízes do bisavô, avô, pai e mãe, irmãos e cunhada (Aldina Duarte), todos eles cantavam fado, e criou história. A sua história já impressa nos discos editados e o último a ser apresentado, comprovam a sua sensibilidade e saber. Brilhante. Curiosa, invulgar, a vida desta família composta por oito pessoas que encontraram no fado a forma perfeita de libertação, e a transmitiram de geração em geração. Espero pelo último disco do Hélder. Hoje publico um do seu irmão, Camané, que é um deleite abençoado. Sem pecado. Inspirador.(Maria Elvira Bento – Foto: Galeria Portuguesa)

http://youtu.be/KaWhCGTnvAQ

A vitalidade é demonstrada não apenas na habilidade de persistir, mas na habilidade de começar tudo de novo

(F.Scott Fitzgerald)

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