BENFICA – A MÍSTICA DE TODAS AS EMOÇÕES

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Não percebo nada de futebol, mas percebo de mística. Quando vivi no estrangeiro, em várias localidades, consegui sem esforço, aperceber-me dessa coisa empolgante que cresce dentro de nós e nos deixa super. Capazes de vencermos os Golias do Universo. Exactamente assim: quando o Benfica era escutado, quase em prece, através dos relatos de futebol onde o saudoso Perestrelo nos levava ao céu com o seu entusiasmo e dinamismo. E, se o glorioso ia à localidade onde estávamos ou próximo dali, mil quilómetros ou mais, não importava, então o mundo parava para nos deixar passar.

Lá íamos nós como bando de andorinhas, felizes até ao papo, ver “in loco” a força motriz que nos movia. O esplendor místico do Benfica, a espalhar magia nos corações, e se chegasse ao resultado vencedor, tanto melhor. Caso não, que importava! O Benfica era sempre o maior! E o dia era de festa. Ainda sou do tempo em que para lá de Badajoz só Amália e Eusébio eram conhecidos. E o Benfica, claro! Era um clube diferente dos outros. Ganhava e perdia como eles mas, a tal  de mística, isso sim, só os benfiquistas eram detentores dessa preciosidade. E o bem que ela, a mística de todas as emoções, fazia aos emigrantes!

No dia seguinte ao encontro,eles passeavam pelas ruas longínquas como se fossem realezas a olhar o povo, qual águia, no coração da Luz. Os outros nem entendiam a pose, mas isso não importava. Que poderiam eles entender de mística benfiquista? Tinha de correr no sangue! Tinha de fazer vibrar! Tinha de gritar dentro de nós! Tinha de fazer as colónias de emigrantes portuguesas ficarem cada vez mais uníssonas, agregadas, coesas, como se fossem só uma a torcer pelo “Glorioso” no mundo inteiro. É, mesmo, uma questão de Amor! É uma emoção permanente!(Maria Elvira Bento)

A alma sensível é como harpa que ressoa com um simples sopro
(Beethoven)

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2 responses

  1. vitorchuva

    Olá, Maria Elvira!

    Em nome dos meus dois filhos, que são benfiquistas ferrenhos, por vezes a roçar o fanático … como tantos outros mais deste e doutros clubes … assino por baixo a leitura que faz destes tempos idos; em que a vitória de clubes Portugueses nos fazia sentir gente, menos pequeninos do que realmente éramos – e ainda somos.

    Mas sabe, o futebol já não é o que era: menos desporto e mais comércio – agora, com dinheiro que corre a rodos, futebolistas de todos os lados – o que a mim me desencanta. E por isso confesso: já não lhe ligo…

    Belo texto!
    Abraço amigo
    Vitor

    Fevereiro 12, 2013 às 11:03 pm

    • Maria Elvira Bento

      Obrigada Vítor. Concordo consigo este desporto comercializou-se de tal forma que se olha mais para as cláusulas que afixam as verbas aribuídas ao jogador do que propriamente o valor deles. O futebol ressente-se: estádios vazios, jogadores estrangeiros (houve um Benfica-Sporting que, creio, tinha dois jogadores portugueses) em demasia, balneários instáveis, direcções em constantes conflitos, treinadores “voadores”. Enfim, já não é, mesmo, o que era. Mas, é o que temos! Obrigada pela simpatia. Um abraço

      Fevereiro 13, 2013 às 7:13 pm

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