OS CHEIROS DE ANGOLA NA MINHA PELE

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Nunca saberei se Angola algum dia me amou. Não importa. Eu amo-a! Aliás, nem sei se os países sabem amar. Também não importa. Eu amo-a por nós duas. O que ficou para trás dos anos que lá vivi são lembranças vitais que percorrem, soltas, o meu espaço de luz com que tinjo a luminosidade futura, oscilando entre o ontem, o hoje, e o amanhã, num esvoaçar divagador que me enfeitiça com o mesmo esplendor com que o fazia quando me deslumbrava ao desfraldar imponente, majestosa, segura, a plenitude exótica da sua imensidão, da suas lonjuras e das suas insinuantes belezas.

Ao recordá-la, percorre-me uma certa nostalgia embaciada. Há sussurros na distância que nos separa. Que importa? Na minha pele ainda se conservam os cheiros inebriantes, os perfumes, de uma Angola vibrante e desafiadora e eu, frequentemente, em golpes de asa, arrebatadoramente, provo-lhe que o seu perfume não se evapora. É intenso, indelével, na minha pele. Há saudades que fazem da vida um filme, um romance, um poema. (Maria Elvira Bento)

http://youtu.be/eWZ2adCaKo4

O pensamento é a presença do Infinito na mente humana.
(Emílio Castelat)

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