LISBOA, O SEU NOVO AMOR

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 É preciso pegar em Lisboa, mansamente, assim como quando se olha um riacho límpido e cantante e ficarmos assim, parados, dengosos até, a contemplar um braço bonito da Natureza. Lisboa é moura encantada que gosta de carinho. É preciso, a certas horas do dia, agarrarmo-nos bem a uma mesa, uma janela, uma árvore, pois ao olhar-se o firmamento, mesclado de tonalidades tão luminosas, de luz tão diáfana, tão absorvente, podemos correr o risco de levitar (b…em-vindo a esta luz). A força do encantamento tira-nos o peso dos pés. Ficamos soltos ao sabor da leveza da emoção. É preciso ter a coragem de ir ao Terreiro de Paço e, primeiro, olhar o Tejo. Delicie-se com a imensidão e nobreza de um rio que ultrapassa fronteira e, aos pés da escadaria alfacinha (por onde já passaram famosos do mundo inteiro), e das colunas poderosas e elegantes que abrem os braços, numa relação assumida e ardente.

Depois, olhar para a direita, em seguida para a esquerda. Não se esqueça de respirar perante a beleza e harmonia de uma arquitectura majestosa que ladeia o espaço onde a cor amarela aviva e agita a estonteante descoberta. Agora vire-se de frente, para o sublime Arco da Rua Augusta. Que tal? Se não tiver desmaiado por ter absorvido tanta beleza junta e imponente quase a tocar sua mão e dentro do seu olhar, parabéns, tem emoções tremendas mas suporta o impacto. É preciso saber olhar para o Castelo de São Jorge e do Castelo de São Jorge. É grandioso, chega mesmo a ser avassalador o tapete de cores que alcançamos. Perca-se nos miradouros, corra no Parque Eduardo VII, sinta-se feliz. Deite-se nesse espaço relvado e, se for de noite, veja bem como as estrelas o olham sofisticadamente. Têm um tal brilho, têm um tal descaramento que, imagine, parece que dançam sedutoramente para si.

Conheça Lisboa apalaçada, conheça as ruelas dos bairros, vá às tasquinhas, aguente o impacto frente ao Monumento das Descobertas que assinala a partida dos Portugueses para a conquista de metade do Mundo. Surpreenda-se, deleite-se, com a grandiosidade e o rendilhado dos Jerónimos e cada passo que der dentro dele será um grande passo para o esplendor do seu encantamento. Vá às casas de fado, torne-se tu cá tu lá com o fado, essa canção nostálgica que nasce da Alma e descompassa o coração, e perca-se perdidamente de amores desvairados pela quarta cidade mais bonita do mundo, gritada agora aos sete ventos, através do poder imparável da Informação, em todas as suas vertentes. Lisboa, o seu novo amor. Sorria-lhe. (Maria Elvira Bento)

Eu avistei mais longe que muitos porque fiquei de pé em ombros de gigantes

(Albert Einstein)

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2 responses

  1. Estimada Senhora,
    Volta não volta, neste mundo às voltas, acompanho com todo o gosto o seu blogue.
    Ha sempre matéria do maior interesse que justifica o retorno dos leitores e suas opiniões.
    É, neste contexto, que deixo umas simples palavras sobre Lisboa.
    Sinto saudades de Lisboa com muita frequência e, pegando na minha máquina, lá vou recordar os belos tempos que lá passei.
    O primeiro acto é visitar a Casa Chineza onde a D. Arminda, simpática e antiga trabalhadora, me coloca em frente um delicioso pastel de bacalhau (acepipe que recomendo até a quem não gosta de pastéis). Depois parto.
    Muitas das fotos que tiro já constam do meu blogue (www.retalhos-de-sintra.blospot.pt) e outras preparo para breve.
    Tenho a alegria de ter conhecido Lisboa como as minhas mãos, locais que pouca gente conhece e a que levo amigos.
    Tenho pena que se vá perdendo a história da cidade, pelo que procuro, quando tenho mais vocação do que tempo, deixar algo para ficar no tempo que segue.
    Desculpe esta minha introdução mas, como amante de Lisboa que julgo a Senhora ser, não poderia ocultar-lhe algo que, modestamente, poderá, eventualmente, constituir novidade para si.
    Os meus cumprimentos,
    Fernando Castelo

    Maio 22, 2013 às 9:30 am

    • Obrigadissima pelas palavras tão gentis que teve a gentileza de escrever. Adorei conhecer o pedaço da sua Lisboa. Uma cidade multifacetada que dá a quem a quer descobrir recordações indeléveis. Vou conhecer o seu blog e as suas fotos. Com o maior gosto. Um abraço

      Maio 29, 2013 às 6:19 pm

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