UNIVERSIDADE DE COIMBRA – PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

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Pare. Pare mesmo um pouco, não se pode entrar assim despreocupadamente no núcleo de mundos paralelos sem que isso nos possa destabilizar. Há que olhar a imponência do edifício e, interiorizados, conseguirmos aceder à vivência secular da Universidade mais antiga de Portugal (a terceira mais antiga da Europa). Há que conseguir “ver” e “sentir” as verdadeiras multidões que pululam por aquelas escadarias, por aquelas sa…las magníficas, plenas de história e de memórias. Na Universidade de Coimbra (fundada em 1290) vive-se o hoje, ao lado de um ontem antiquíssimo, mãos dadas com a fundação de Portugal, projectando-se, em conjunto, para futuros promissores que cumprirão Portugal.

Respire lentamente, não profundamente, lentamente. Domine a ânsia, o entusiasmo por dentro de minutos ir aceder a um espaço que é, desde ontem (21.06.2013), Património Mundial da Humanidade, classificação dada pelo comité da UNESCO, reunido em Phnom Penh (Camboja). Ali, formaram-se largos milhares de estudantes que espalharam pelos cantos do Mundo o saber, levando consigo uma batina escondida num canto especial da Alma e uma saudade permanente que nem a deslocação para outras dimensões foi capaz de fazer esquecer. Ali, a Língua Portuguesa ganhou canto e brilho. Tomou corpo e aumentou vida sempre que ultrapassou fronteiras, não se perdendo em manuscritos antigos, não se silenciou. Ganhou Canto e ganhou Alma.

Está pronta para entrar. Força. Merece conhecer, estar por dentro deste palácio de memórias por onde passam por ano milhares de alunos que frequentaram e concluíram as suas licenciaturas (Letras, Direito, Medicina, Ciências e Tecnologia, Farmácia, Economia, Psicologia e Ciências da Educação, Ciências do Desporto e Educação Física). Repare como eles, sorridentes, se entrecruzam com os mais novos, mais dinâmicos. Não se falam, não se tocam, mas coabitam num mundo que nunca foram capazes de abandonar e muito menos esquecer. Por isso é que Coimbra vai ser sempre inesquecível, enpolgante, vibrante, imensa, esplendorosa, como se libertasse, cantando permanentemente, a mais sentida serenata a nível planetário. Não dá para menos. Não dá mesmo. É energia Universal em movimento. (Maria Elvira Bento)

Nunca se dá tanto do que quando se dá esperança

(A.   France)

 

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