ENTRE O SOL E O NEVOEIRO

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Deixei a Ericeira envolta num manto de nevoeiro denso e possessivo já que guardou para si todo o mar, todo o Sol, todo o recorte impressionante do litoral Oeste. A transparência, o azul manso que habitualmente cobre todo este imenso e verdejante litoral, rumaram para lugar incerto, desconhecido e enigmático. A tarde ficou sombra e engoliu as praias que habitualmente alegram a cada vez mais cosmopolita Ericeira.

A caminho de Sintra quando vi, esplendoroso, majestático, lá bem no alto, qual Tibete a roçar o céu, os redondos dourados do Castelo uma certa inquietude que o manto de neblina me provocara, desapareceu por passo de magia como se fosse possível ela acontecer ali, ainda tão distante do centro estonteante que é Sintra, hoje envolta numa declarada onda de calor. O Sol deitou-se no mar imenso de verdes e fê-los resplandecer como nunca. Fugi para o alto do Jardim de Monserrate e, ali, olhando aquela espectacularidade que os anos desenharam, senti-me dona do mundo.  (Maria Elvira Bento)

As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.

(Fernando Pessoa)

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