Archive for Dezembro, 2013

EANES NA PESSOA DA CAUSA NACIONAL

969286_10202093630036834_1988572481_n

Eanes voltou a acontecer. Vindo de décadas de postura ética agora reafirmada, discreta, firme, transmitindo coragem, coluna, verticalidade, coerência e forte núcleo familiar, centrado nos valores sociais, matrizes de uma sociedade civil participativa em que indica querer rever-se. Acontece sem desgaste político que se note, apesar da história não lhe ter sido grata nesses fortes e continuados apoios que já há muito poderiam ter materializado novas vias que, entretanto, se estarão a pedir (outra vez), há tempos.

Acedeu apresentar-se em registo apenas pessoal, embora não seja homem de muitos “Eus”, mas a circunstância da homenagem fez com que as palavras fossem talvez ouvidas sempre numa primeira pessoa do plural o que denota –intuitivamente- uma qualquer vaga de fundo em formação, sem que seja preciso marketing de tabus ou de lobbys que facilmente se deixem mostrar. A tentar, por Portugal, ao juntar de pontos opostos de um diâmetro político que há muito conseguimos reinventar em gigantesco oito nacional, eventualmente a caminho de um nó Luso que nem o Górdio, se melhores não soubermos ser no futuro próximo, já muito próximo.

Deu-nos uma mensagem curta e clara a evitar esses Sebastianismos que nos têm estado na natureza profunda sempre ansiar (veja-se a tendência comportamental no pós-Salazar, quando fizemos fecho de contas do século passado), nitidamente preferindo mostrar-se, agora, apenas existente, presente, desperto e alerta, apesar de (lá está), poder ter sido oportunamente interpretado como pronto e apostado.

Exercícios de interpretação à parte, é importante perceber que será nestes tempos, um homem (outra vez) perto do ponto onde se pode preservar a dignidade e a coesão da classe militar, com a vantagem de já o ter demonstrado saber fazer essa conciliação na esfera da Democracia que, nestes novos tempos, é profusamente populada por valores mais tecnocráticos que, ainda assim, não deixam de continuar a pedir e mesmo quando não, sempre cada vez mais a precisar, de referências aglutinadoras das Causas Nacionais.

Parabolismos à parte, note-se que os grandes rumos, para se tornarem identificáveis para os povos que se queiram motores, têm sempre que se personificar. Nos novos tempos da informação, basta apenas o suficiente, mas sempre personificar. Atente-se, entretanto, que a nós, está-nos pela frente optar e/ou conciliar a Europa Continental com o nossos três Oceanos Crioulos de Língua Portuguesa, dominar esse novo Adamastor da aproximação Ibérica, e reafirmarmos vocações que nos podem facilmente voltar a centrar no mundo, entre as Américas e a Ásia, onde deixámos (quase sempre) mais expectativa e (infelizmente) desilusão aqui e ali, do que tensão de rotura, mas onde teremos (pelo menos), deixado um potencial de “volta a dar”.

Entre portas temos, entretanto, que arrumar o Estado Nação, o Estado Social, os Estados dos Valores, dos princípios e de Alma em geral que, em conjunto, nos reconfirmarão como Povo merecedor de bandeira, hino, preservação de história, da cultura e, no processo, guiar-nos no cuidar da independência a usufruir hoje no contexto pan em que estamos e devemos prosseguir.

Assim sendo, este aparentemente deitar de mão a um possível credível personificar de alternativa, de convergência, de afirmação robusta, de rumo a prazo. Este recuperar de um potencial empático deixado já na sua altura nos quatro cantos de Língua Portuguesa no mundo (já não nos lembramos -se calhar- mas foi o Presidente de Portugal que mais multidões atraíu nas visitas oficiais aos países de Língua Portuguesa), pode agora servir bem todos: os lados “cá” e “lá” que não se querem ver afastados e, em resumo, só por estar presente, ter acontecido novamente, e poder ser preciso, ser ele capaz de promover uma Nova Era de Estratégia Para o Rumo do País.

De tudo o que acima se possa concluir claro, só uma clarificação fica por fazer: se será no “Eu”, na primeira pessoa do singular que lhe será (sempre) de raro uso, que considerará prestar mais esse Serviço a Portugal.(Maria Elvira Bento)-(Foto: Museu da Presidência da República)

Não devemos deixar que os nossos medos nos impeçam de perseguir as nossas esperanças
(JF Kennedy)

Anúncios

O MIÚDO “R”, O SEU EXEMPLO E O AGARRAR DO DESTINO NACIONAL, ANTES QUE ESTE ACONTEÇA

1467472_10202071943934695_1864967888_n

Já se passaram dias. Já se poder escrever assim e sair verdade. Dissolveu-se essa espuma de fascínio que ficou persistente e suspensa depois de se ver converter desilusão em superação, motivando e inspirando um colectivo a agarrar o momento do virar do destino, antes que acontecesse. Passados estes dias, contando que se terá, então, recuperado a objectividade na análise, mantém-se, no entanto, tão clara a conclusão de então, de que se presenciou um momento elevado. Elevado de persistência íntegra e plena que só pode nascer de um misto de humildade (sem medo de ambição) e de uma dedicação contínua, inabalável, sempre renovada, respirando orgulho pelo provar que sim, pelo conseguir mesmo, por usufruir e dar a usufruir esse sabor do sucesso, tudo num feito da maior garra que só dificilmente não é arrogante. E não foi.

Do chegar -onde se declarou antes que se estava a apostar chegar-, assumindo o risco, a exposição, mas mais do que tudo, essa esmagadora solidão daquele com quem todos contam sem poderem, mesmo que muito quisessem, conseguir perdoar se (e quando) não são correspondidos. Momento elevado também por ter sido de demonstração de excelência alcançada, de virtuosismo irradiante como que dado com incontida satisfação interior, só possível em exercício de honestidade plena para consigo próprio e perante um mundo de tanto poder, influência e interesses onde já se consagrou de tal forma que o poderia adoptar já só mesmo pelo dinheiro, pelo mediático reconhecimento, por todos os prazeres servidos. Apesar de tomar todos os usufrutos desse mundo planetário, os que pode e os que se calhar nem devia, não o adopta.

Conseguiu preservar-se sobretudo verdadeiro, família, sem ter sentido (pelo que se vê) necessidade de desenvolver complexas sofisticações comportamentais, ao ponto de não deixar de ser genuíno mesmo quando se extravasa em metromanifestações ou novos luxos, ao ponto de facilmente tudo converter em empática imagem de marca. Há que dizer, ainda, que não sei se seria possível, num dos meios mais competitivos do mundo, ser-se provavelmente o melhor de sempre sem se querer ser, pelo menos, o melhor e mais do que isso: ser-se mesmo o melhor de sempre e, por isso, percebesse-lhe (facilmente) essa potente evidência, na postura, no olhar, na tenacidade, na segurança que lhe deve ser incontida, espiritual, ilimitada até. Talvez.

 Definitivamente, miúdo ou já não, servir-nos-ia muito agora tomá-lo como dos melhores exemplos que temos neste País, para também nós todos, agora, porque agora é o momento, em Nacional Colectivo, agarrarmos o destino antes que aconteça, fazendo-o acontecer melhor, com sentido de aposta, com persistência no alcançar de todos os melhores que nos possam dignificar e fazer evoluir, assumindo o risco e suas angústias; as apostas com todas as expectativas e, também, vertendo tenacidade e sem medo de sermos legítimos, lhe retribuirmos em exemplos, o exemplo que ele é e nos tem dado. O que mais poderíamos, ainda, pedir a este nosso miúdo para nos motivar como Macional Colectivo, agora e já ? Um “hat trick” para nos trazer do fundo de derrotas e nos colocar no Mundial?
Já estamos!!! (Maria Elvira Bento)

A esperança é um sonho que caminha
(Aristóteles)


ONDE ESTIVERES, EU ESTOU LÁ

1452574_10202057805741249_5563989_n
Deambulas pela grandiosidade de espaços dispersos que olho com ternura e a tranquilidade que a vida dá. Olho em silêncio (a voz da imaginação) e atravesso os dias sentindo que a saudade não faz perguntas. Onde estiveres eu estou lá. De coração inteiro. (Maria Elvira Bento)

 

Mesmo que não escrevas livros, és o escritor da tua vida. Mesmo que não sejas Van Gogh, podes fazer da tua vida uma obra de arte!
(Autor desconhecido)


O PESO DA GLÓRIA

  1392772_10202043887433300_1543052874_n

 Saber que Cristiano Ronaldo marca com determinada frequência três golos num jogo da sua equipa, o Real Madrid, é bom. Mas ver o mesmo jogador marcar três golos num encontro, em Solna, frente à Selecção Sueca (marcou dois golos através de Ibrahimovic), que nos poderia deixar ou não no Campeonato de 2014, a realizar no Brasil, o capitão da Selecção de Portugal não só fez acontecer a explosão de tiros certeiros à baliza que nos deu direito aos gritos de alegria (momentos tensos impróprio para cardíacos) e lhe garantiu superar Pauleta, até então o melhor (excelente jogador) marcador da Selecção das Quinas. Contando bem foram 12 tiros de Cristiano que por influência dos deuses, ou não, a bola quase quase entrava mas, caprichosamente, roçou a trave lateral, voou sobre a baliza, desviou-se para lá, para cá, para desespero de uma plateia de milhões, espalhadas pelo mundo, e de milhares de Portugueses presentes no Estádio. Foi uma noite de glória, uma noite de luxo para Portugal, uma noite marcante para Cristiano Ronaldo, que fez conquistar o passaporte arrancado, ali, no relvado de um estádio com a cobertura aberta numa noite de apenas com um grau positivo. Encontro de duas Selecções que nos deram um jogo de futebol emotivo. Claro que quero destacar toda a equipa Portuguesa presente em Solna, bateu-se bem pela vitória. Foi coesa. Sobre os ombros de Ronaldo estará sempre o peso da glória. Ele sabe e sente isso e, por isso mesmo, é que corre no campo como se fosse a Natureza em movimento com rumo a uma baliza que ele quer conquistar com a sua invulgar capacidade. Joga para o colectivo e não ignora que ser génio dá muito trabalho e dores de cabeça. Selecção, parabéns. Vamos vencer amorosamente no Brasil, país do nosso coração. (Maria Elvira Bento)

A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las

(Aristóteles)