EANES NA PESSOA DA CAUSA NACIONAL

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Eanes voltou a acontecer. Vindo de décadas de postura ética agora reafirmada, discreta, firme, transmitindo coragem, coluna, verticalidade, coerência e forte núcleo familiar, centrado nos valores sociais, matrizes de uma sociedade civil participativa em que indica querer rever-se. Acontece sem desgaste político que se note, apesar da história não lhe ter sido grata nesses fortes e continuados apoios que já há muito poderiam ter materializado novas vias que, entretanto, se estarão a pedir (outra vez), há tempos.

Acedeu apresentar-se em registo apenas pessoal, embora não seja homem de muitos “Eus”, mas a circunstância da homenagem fez com que as palavras fossem talvez ouvidas sempre numa primeira pessoa do plural o que denota –intuitivamente- uma qualquer vaga de fundo em formação, sem que seja preciso marketing de tabus ou de lobbys que facilmente se deixem mostrar. A tentar, por Portugal, ao juntar de pontos opostos de um diâmetro político que há muito conseguimos reinventar em gigantesco oito nacional, eventualmente a caminho de um nó Luso que nem o Górdio, se melhores não soubermos ser no futuro próximo, já muito próximo.

Deu-nos uma mensagem curta e clara a evitar esses Sebastianismos que nos têm estado na natureza profunda sempre ansiar (veja-se a tendência comportamental no pós-Salazar, quando fizemos fecho de contas do século passado), nitidamente preferindo mostrar-se, agora, apenas existente, presente, desperto e alerta, apesar de (lá está), poder ter sido oportunamente interpretado como pronto e apostado.

Exercícios de interpretação à parte, é importante perceber que será nestes tempos, um homem (outra vez) perto do ponto onde se pode preservar a dignidade e a coesão da classe militar, com a vantagem de já o ter demonstrado saber fazer essa conciliação na esfera da Democracia que, nestes novos tempos, é profusamente populada por valores mais tecnocráticos que, ainda assim, não deixam de continuar a pedir e mesmo quando não, sempre cada vez mais a precisar, de referências aglutinadoras das Causas Nacionais.

Parabolismos à parte, note-se que os grandes rumos, para se tornarem identificáveis para os povos que se queiram motores, têm sempre que se personificar. Nos novos tempos da informação, basta apenas o suficiente, mas sempre personificar. Atente-se, entretanto, que a nós, está-nos pela frente optar e/ou conciliar a Europa Continental com o nossos três Oceanos Crioulos de Língua Portuguesa, dominar esse novo Adamastor da aproximação Ibérica, e reafirmarmos vocações que nos podem facilmente voltar a centrar no mundo, entre as Américas e a Ásia, onde deixámos (quase sempre) mais expectativa e (infelizmente) desilusão aqui e ali, do que tensão de rotura, mas onde teremos (pelo menos), deixado um potencial de “volta a dar”.

Entre portas temos, entretanto, que arrumar o Estado Nação, o Estado Social, os Estados dos Valores, dos princípios e de Alma em geral que, em conjunto, nos reconfirmarão como Povo merecedor de bandeira, hino, preservação de história, da cultura e, no processo, guiar-nos no cuidar da independência a usufruir hoje no contexto pan em que estamos e devemos prosseguir.

Assim sendo, este aparentemente deitar de mão a um possível credível personificar de alternativa, de convergência, de afirmação robusta, de rumo a prazo. Este recuperar de um potencial empático deixado já na sua altura nos quatro cantos de Língua Portuguesa no mundo (já não nos lembramos -se calhar- mas foi o Presidente de Portugal que mais multidões atraíu nas visitas oficiais aos países de Língua Portuguesa), pode agora servir bem todos: os lados “cá” e “lá” que não se querem ver afastados e, em resumo, só por estar presente, ter acontecido novamente, e poder ser preciso, ser ele capaz de promover uma Nova Era de Estratégia Para o Rumo do País.

De tudo o que acima se possa concluir claro, só uma clarificação fica por fazer: se será no “Eu”, na primeira pessoa do singular que lhe será (sempre) de raro uso, que considerará prestar mais esse Serviço a Portugal.(Maria Elvira Bento)-(Foto: Museu da Presidência da República)

Não devemos deixar que os nossos medos nos impeçam de perseguir as nossas esperanças
(JF Kennedy)

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