Archive for Agosto, 2014

BRILHA NO TEU CÉU E NÃO È ESTRELA

 senhora e tango

É especial e está sempre presente, mas não é Deus. Refresca no Verão, mas não é sorvete. Aquece o inverno, mas não é chocolate quente. É sagrado, mas não é santo. Faz rir mesmo nos momentos mais difíceis, mas não é anedota. Enxuga as tuas lágrimas, mas não é lenço de papel. Escuta-te horas a fio, vai fundo, te desnuda a Alma e não é psicólogo. Brilha no teu céu e não é estrela. Ilumina o teu dia mas não é Sol. Aconselha-te, orienta-te mas não é guru. Faz-te festa e não é cachorrinho. Quando aparece é sempre uma boa surpresa e não é presente. Adoça a tua vida e não é chocolate.

Mostra-te o horóscopo, traz-te informações, liga-te com o mundo, e não é a Internet. Fortalece-te, enche-te de vitalidade, mas não é vitamina. Dá cor aos teus sonhos e não lápis de cor. Vê através das tuas palavras e não é aparelho de raio X. Descobre os teus pensamentos e não é vidente. Vibra incondicionalmente por ti mas não é um craque de futebol,

Descobriu o que é? Tem cinco letrinhas

AMIGO!

(Sandra Kruck)

O homem é um pedaço do Universo cheio de vida
(Ralph Waldo Emerson)

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A VIDA É UM TURBILHÃO DE EMOÇÕES

bailarina sentada

Senta-te na beira do tempo, agarra as horas e vive os dias com sofreguidão como se fosses renascer em cada minuto. Olha a vida de frente, abraça-a, agarra-a a ti e sorri, és a princesa do espaço do teu encantamento. Toca-lhe na Alma, invoca, insinua. A vida é um desafio que provoca, incendeia, desatina, cria asas que permitem voar para lá dos limites da solidão, dos abandonos, dos desertos, dos murmúrios das areias ora escaldantes ora gélidas. A vida é de voos, de ventos, de amanheceres luminosos, de entardeceres de fúria, de nocturnos, de risos que enredam e fazem rodopiar num turbilhão de emoções. Mas tu, suave princesa do teu espaço de encantamento, angélica, sedutora, divina, esplendorosa, sentada na beira do tempo, vives cada dia como se nascesses em cada minuto. (Maria Elvira Bento)

Os sonhos têm luz própria, uma luz que não vem de nenhum Sol, de nenhuma Lua, de nenhum foco. Está em toda parte

(Mário Quintana)

 


TENHO SAUDADES DAS PALAVRAS QUE NÃO LI

senhora a pensar à janela

Tenho saudades do que não li, da sedução das palavras que não senti, das cartas que não recebi. Cartas que laivos de vento levaram para os caminhos dos poetas que falam de sonhos, de amor, de vida, de partidas, de chegadas. Tenho saudades da magia das palavras que não disseste quando me olhaste mas não falaste ao coração. Tenho saudades da esperança que voou como pássaro perdido em neblinas tardias, em rumos desconhecidos que acinzentaram luares, vibrações, empalideceram sorrisos, sonhos, ilusões, soprando emoções como musas perdidas, sereias sem canto em choros e silêncios. Tenho saudades das palavas que o vento levou como se fosse pássaro azul de asas abertas cortando bancos de nuvens navegando nas brisas das memórias Hoje, sonhei com a saudade da sedução das palavras que não li e senti saudades de mim. (Maria Elvira Bento)

 

Os sonhos têm luz própria, uma luz que não vem de nenhum Sol, de nenhuma Lua, de nenhum foco. Está em toda parte

(Mário Quintana)


AS VAGAS DO TEMPO FRIO

senhora com chapéu de chuva
Os dias de chuva são lentos, pesados, desagradáveis. Complicam o natural desenrolar dos passos nos caminhos a percorrer, e se a chuva é batida a vento desabrido não é fácil dominar o equilíbrio da sombria que bamboleia a um ritmo desusado, e uma imprevista habilidade para nos deixar os pés na água que a estrada não bebeu, acontece. O cenário não é sereno, nem encanta. São as vagas do tempo a desafiar a nossa capacidade de amar a Vida! (Maria Elvira Bento)

 

 

Cada dia que passa sem um sorriso é um dia perdido

(Charles Chaplin)