Archive for Julho, 2015

TARDE DE ASAS SOLTAS

senhora e senhor ballet

Houve um silêncio feliz naquela tarde de asas soltas, de mãos juntas, unidas, formando uma concha morna onde se sentia o pulsar da circulação nas veias dos pulsos unidos, desafiando a força, o equilíbrio, sem lugar para palavras ou pensamentos. Ali, não havia história, existia apenas a história sem história de duas pessoas de bem que viviam para dentro uma cumplicidade perfeita porque sincera, sem dramas, sem espaço para escutar pensamentos. Cabeça vazia. Coração calmo. Apenas o saborear doce daquele momento de uma tarde de Sol brilhante que sempre fascina, envolve e protege. Não, ali, naquele silêncio feliz de uma tarde estival, nada mais teria feito sentido do que um esboçar de um sorriso sedutor, gerador de emoções.

(Maria Elvira Bento)

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ENVOLVE-ME, COMO SE AS TUAS MÃOS FOSSEM ASAS DE ANJO

senhora com toque no ombro  Elie Saab

Que os teus braços me envolvam como se as tuas mãos na minha cintura fossem asas de anjo. Toca-me mansamente e leva-me ao som da melodia sedutoramente envolvente. Leva-me para espaços inebriantes onde as tuas mãos me amparam nos sons musicais suaves e entontecedores que nos cadenciam os passos ao ritmo que nos leva, sem gritos, sem memórias, sem apelos que provocam e seduzem como se o ontem não tivesse acontecido.

Há tanto ritmo no meu corpo e há tanta sedução em ti. Vem comigo alegrar a vida ao compasso da melodia que nos une, quero ser a rosa que te prende com a sua fragrância. A valsa parou e nós paramos, sem som e sem magia sentimos a paixão que nos segreda. Comove-me a ligeireza do teu toque acetinado,mas não há, efectivamente, amor maior do que aquele que nos sabe agarrar, prender, enfeitiçar com um sorriso, um olhar e um toque quase imperceptível que nos abre o coração.

(Maria Elvira Bento)
(Foto: Elie Saab)


INVENTO-TE EM CADA BATER DE ASAS

senhora do véu

Não há amor, há encantamento. Não há vitória, há luz interior que adoça o coração. Há ondas de perfume pelo ar que marcam sensualidade. Ficamos Sóis entrelaçados nos sorrisos, nos olhares, nas palavras por dizer. Há um esplendor crescente que cintila na pele tocada, olhada, devorada, num quase ritual de contenção sem fragilidades mas intensamente acariciante. Tu existes, sim, mas eu invento-te, reinvento-te em cada respiração, em cada olhar, em cada bater de asas, no lugar onde os sonhos se realizam. Invento-te, reinvento-te, no meu coração que te seguirá para lá das montanhas do Mundo.

(Maria Elvira Bento)