O UNIVERSO FICA EQUILIBRADO QUANDO DUAS MÃOS SE JUNTAM

Quando se ama com verdadeiro amor, a presença do ser amado sente ao mesmo tempo sofrimento e prazer. É o duplo combate da sombra e da luz. Uma ameaça acrescenta-se à alegria, um sombrio pressentimento de fracasso que torna infeliz. Considera a alegria e a tristeza como as duas cores de um mesmo ramo. Que uma não se erga contra a outra, e o amor será salvo. A experiência amorosa recomeça o Mundo, em cada instante. O amor é, antes de mais nada, um dom de Deus, antes de ser centelha e desejo no coração do homem. Ele junta o que foi separado: a alegria e a dor, a recordação e o esquecimento, o nascimento e a morte. Ele é o grande libertador. O amor não tira nada. Dá! A posse impede a paz da alma. O amor que não podes atingir, brilha fora de ti e a sua luz parece-te inacessível. Considera-o como uma estrela longínqua que não brilha senão para ti. É assim que ele se há-de aproximar.



Julgamo-nos indignos do amor, e esse sentimento negativo impede-nos de viver. Considera que no amor não há nem vencedor nem vencido. Somente e vida triunfa. A confiança e o respeito mútuos são os pilares do amor. Transcendem as rivalidades e os egoísmos. Para amar, renuncia às tuas protecções, abandona as tuas trincheiras, e entrega-te na nudez do coração. Não podes amar o outro senão amando-te a ti próprio. Mantêm aceso o amor em permanência como o fogo, com perfumes, cores, música. Cultiva a sedução. Aprende a fazer brilhar os teus actos, os teus pensamentos, os teus desejos. O amor precisa de luz para viver. O amor não é exterior a ti, mesmo se o procuras para além de ti próprio. Ele habita nos mistérios do teu coração. Simplesmente, perdeste a chave! O Universo fica equilibrado quando duas mãos se juntam. O amor é uma grande força curativa. (D.R.)

*

Há um mistério no amor. Aqueles que se amam experimentam no seu coração a força da atracção dos astros, a queimadora dos Sóis, o começo e o fim dos Mundos. Eles morrem e renascem num mesmo corpo. O amor é a outra vertente da solidão
(Dugpa Rinpoche)

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2 responses

  1. Minha boa amiga MElvira,O amor é isso tudo, sem dúvida…Ele "não tira nada. Dá!"Adorei ler o seu texto de hoje, aliás como já é habitual.BeijinhosNá

    Novembro 12, 2009 às 10:12 am

  2. MEB

    AmigaObrigada pelo apoio. O amor é a essência da vida.

    Novembro 12, 2009 às 7:43 pm

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